Política Passos Coelho desafia Governo a emitir dívida a prazos mais longos

Passos Coelho desafia Governo a emitir dívida a prazos mais longos

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, desafiou hoje o Governo a emitir dívida com prazos mais longos e defendeu que, se sobrasse dinheiro, devia ser investido em operações de recompra de títulos portugueses para garantir confiança aos mercados.
Passos Coelho desafia Governo a emitir dívida a prazos mais longos
Paulo Duarte
Lusa 03 de junho de 2017 às 22:56

"Ora aqui está uma boa maneira do Governo, em vez de andar com a retórica de que é preciso que as agências de 'rating' melhorem o 'rating', fazer alguma coisa para que isso aconteça. Em vez de ficar só a falar do assunto que faça qualquer coisa que ajude a que isso aconteça", apelou.

 

O líder do PSD, que falava perante cerca de 350 militantes durante a apresentação oficial da candidatura de Hermenegildo Costa à Câmara de Viana do Castelo, disse estar "convencido que se o Governo seguir esta linha, talvez em setembro não haja uma mudança do ‘rating' mas talvez em setembro, possam dar a indicação de que essa mudança possa vir a ser feita mais rapidamente".

 

Passos Coelho disse que "era o que faria se estivesse, hoje, no Governo", defendendo que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública "devia emitir a 15 anos".

 

"Se estivesse, hoje no Governo estava a dar orientações para que se emitisse a prazos mais longos porque isso dá mais confiança aos mercados, por um lado, e dá um melhor perfil para a própria dívida portuguesa, poupa-nos dinheiro para futuro. Pode não dar para fazer o bonito, este ano mas é melhor para futuro. Com uma parte desse dinheiro recomprava títulos de dívida portuguesa, ajudando a baixar ainda mais o custo da própria divida", sustentou.

 

Referiu que "o objectivo é substituir dívida que já existe, que é mais cara, por outra mais barata, pela qual vamos ter mais tempo para pagar".

 

"Se ainda assim ficar lá dinheiro a aumentar os depósitos que temos da dívida, que usem esse dinheiro para comprar títulos portugueses. São operações de recompra de títulos portugueses", reforçou.




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mais votado Anónimo 04.06.2017

A protecção ao excedentarismo (tal como à corrupção, tráfico de influências e demais despesismo) e a uma rigidez do mercado laboral que não se vê em mais parte alguma do mundo mais desenvolvido é um atentado à competitividade e produtividade económicas, e acarreta sempre enormes custos que representam atropelos aos direitos, liberdades e garantias de todos os outros agentes económicos a viver e operar em mercado tendencialmente livre, aberto e concorrencial.

comentários mais recentes
A vossa herança foi o País destruído e roubado 05.06.2017

Toda a vida só olhou para o seu unbigo,já veio do berço para viver dos nossos impostos,mas com meu voto não vais mamar mais ex.votante do PSD.

pertinaz 05.06.2017

CONVERSA DE JORNALEIROS AVENÇADOS DO DA ESCUMALHA QUE DESGOVERNA PORTUGAL...!!!

PARA PASSOS O POVO É ALGO DESCARTÁVEL 04.06.2017

Decididamente, o vígaro PASSOS COELHO aceita muito mal e a contragosto tudo quanto signifique a melhoria das condições de vida dos cidadãos.
Em nome das suas ambições políticas, ele preferiria, de longe, que o actual governo não tivesse o êxito que tem e que a fome que ele espalhou continuasse.

Serão os seus que lhe apontarão a porta pequena 04.06.2017

As tiradas retóricas de Passos são patéticas e ridículas e denunciam claramente alguém, que, em desespero, tenta salvar o seu futuro político, que está já claramente traçado : o de alguém que, como não quer sair pelo seu próprio pé, será, literalmente, escorraçado, no próximo Congresso do PSD.

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