Política Passos Coelho diz que “Estado falhou clamorosamente” e que sente “vergonha” pelo que se passou

Passos Coelho diz que “Estado falhou clamorosamente” e que sente “vergonha” pelo que se passou

Pedro Passos Coelho teceu duras críticas ao governo de António Costa, dizendo que o “Estado falhou clamorosamente” com os incêndios e que o “primeiro-ministro não tem condições para inspirar confiança ao país”. O PSD vai apoiar a moção de censura ao Governo.
Passos Coelho diz que “Estado falhou clamorosamente” e que sente “vergonha” pelo que se passou
Bruno Simão
Ana Laranjeiro 18 de outubro de 2017 às 12:48

À saída de um encontro do grupo parlamentar do PSD, Pedro Passos Coelho, presidente do partido, não poupou críticas ao Governo de António Costa. "O Estado falhou clamorosamente. Ninguém tem dúvidas. Depois discutiremos a seu tempo se isto se podia ter evitado", disse Passos Coelho, numa declaração transmitida pelas televisões nacionais.

"O Estado falhou clamorosamente. Ontem o Presidente da República sentiu que era uma perda que pesava na consciência do seu mandato. E o Governo, que governa, acha que não é nada com ele. Por orgulho ou instinto de sobrevivência, [acha que] não deve mostrar humildade e, pelo menos, [fazer] um pedido de desculpa", acrescentou.

O antigo primeiro-ministro não quis "especular" se a saída da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, esteve relacionada com a comunicação ao país feita esta terça-feira, pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Constança Urbano de Sousa apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro, que já aceitou e agradeceu a dedicação e empenho com que a ministra serviu o país. Constança Urbano de Sousa revela na sua missiva, data de 17 de Outubro, que desde a tragédia de Pedrógão Grande pediu "insistentemente" a António Costa para abandonar o Governo. "Logo a seguir à tragédia de Pedrógão pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções e dei-lhe tempo para encontrar quem me substituísse, razão pela qual não pedi, formal e publicamente, a minha demissão. Fi-lo por uma questão de lealdade", lê-se na carta dirigida ao primeiro-ministro.

Na comunicação que fez ontem ao país, Marcelo Rebelo de Sousa não falou directamente na ministra. Mas apontou para uma "ruptura com o que não convenceu".

"Como cidadão, não como presidente do PSD (…) sinto vergonha pelo que se passou no país nestes meses. Nunca pensei que houvesse um Governo que se comportasse desta maneira e neste termos", sublinhou o líder do PSD.

"Acho que este Governo não merece uma segunda oportunidade. Deitou fora todas as oportunidades para mostrar que tinha sentido de responsabilidade. Acho que o primeiro-ministro não tem condições para inspirar confiança ao país de que seja capaz de fazer o contrário do que fez até hoje", acrescentou. Passos Coelho considera, neste sentido, que cabe a António Costa "avaliar e analisar" se tem essas condições.

O ainda presidente do PSD não quis responder se o partido vai pedir a saída do primeiro-ministro.

No início da sua intervenção, Pedro Passos Coelho explicou que a reunião do grupo parlamentar tinha sido agendada devido à apresentação de uma moção de censura ao Governo por parte do CDS-PP, uma moção que os sociais democratas vão apoiar.


(Notícia actualizada pela última vez às 13:03)




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Bela Há 3 dias

A mim ninguém me tira da cabeça que a ausência do PC e ele chegar outra vez com toda a força estes incêndios não sejam coincidência..

VA..PRO ....DIABO! Há 4 dias

Chefe....DEVIA, isso sim, era...
TER VERGONHA POR TUDO AQUILO QUE..... NOS FEZ!
E por aquilo que a "sua" Cristas......... NAO FEZ.

pertinaz Há 4 dias

CARREGA PASSOS...!!!

JARANES Há 4 dias

PARTIDOS POLITICOS= ASSOCIAÇÔES MAFIOSAS E CORRUPTORAS
Isto não é um problema de ministros; Isto é um problema de sistema.
Desde o dia 25.04.1974 que os interesses do Estado são vendidos a retalho pelos políticos e funcionários públicos que pululam nos órgãos, organismos e estrutura administrativa do Estado.
Esta deriva, decorrente, inicialmente, da necessidade de os partidos políticos se financiarem, foi sancionada pela Magistratura do Ministério Publico e pela Magistratura Judicial - veja-se o que aconteceu com o fenómeno das facturas falsas, que resultou abafado - alastrando depois a todos os servidores do Estado, escorados na impunidade da atuação dos partidos.
Pode, por isso, afirmar-se que o problema nasce com a existência de vígaros de longa data (mantidos afastados do poder pelo Estado Novo e pela consciência ética impoluta de SALAZAR) que se estruturaram em partidos e saqueiam o Estado em prol dos seus próprios interesses.

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