Conjuntura Passos Coelho diz que estratégia económica do Governo revelou-se "desacertada"

Passos Coelho diz que estratégia económica do Governo revelou-se "desacertada"

O presidente do PSD defendeu hoje que a estratégia do Governo para a economia se revelou "desacertada" e deverá por isso ser alterada, face aos dados do Produto Interno Bruto divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Negócios com Lusa 14 de fevereiro de 2017 às 14:23

"A estratégia da Governo revelou-se desacertada", afirmou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, em Torres Vedras, manifestando a esperança de que "o Governo tenha a humildade de concretizar" uma "alteração de política económica".

 

Segundo o líder do PSD, "quando a economia cresce por via do consumo, isso significa que é a poupança que é sacrificada e, quando a poupança é sacrificada, como foi em 2016, o próprio investimento interno é penalizado".

 

"Para que o país possa crescer sustentadamente, tem de crescer com investimento, e foi justamente o que não funcionou durante o ano de 2016, em que o investimento afundou, a economia terá tido um desempenho pior do que o de 2015 e foi suportada pelo aumento do consumo", sustentou.

 

O líder do PSD acrescentou ainda que "quando a economia cresce por via do consumo" isso significa que a poupança é sacrificada.

 

Pedro Passos Coelho falava à margem de uma visita às empresas de produção de máquinas agrícolas Joper e Tomix, em Torres Vedras.

 

Os números publicados esta manhã, 14 de Fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o PIB português avançou 1,9% nos últimos três meses do ano em comparação com o mesmo período de 2015.

 

Um valor que fica em linha com a previsão da Comissão Europeia divulgada ontem. Para a totalidade do ano, a conclusão do INE é que Portugal cresceu 1,4%, um valor que supera a previsão de Bruxelas (1,3%), bem como do Governo português (1,2%).




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Sem vídeos por favor... bastam as citações... não dou 3 meses para o PSD e o CDS começarem a apoiar ao de leve o PNR no seu braço armado contra a corrupção e contra os delinquentes... onde é que eu já vi esta estratégia...

manuelfaf Há 1 semana

O que o Coelho defende só funciona se só pensarmos nas exportações. Se vermos as coisas só internamente, ninguém vai investir se não tiver confiança no consumo. Ninguém vai abrir uma empresa se não houver consumo. Ao pensarmos só nas exportações o interesse é enrrab@r o trabalhador para o produto ficar mais barato. Ao pensarmos só no consumo interno, este é propício ao aumento do crédito para satisfazer o consumo voraz. Or, entre o desejo de uma endoscopia aos trabalhadores e o pedido de crédito para além do rendimento mensal vai uma grande distância. Deseja-se um forte controlo sobre a banca quer para particulares, quer para empresas para não permitir que o credito mal parado nos arruíne novamente. Baixar os salários não aumenta a poupança.

Anónimo Há 1 semana

Orçamento de estado 2016- Crescimento do PIB 1,8% suportado pelo consumo
Realidade (ainda por apurar) - Crescimento do PIB 1,3% suportado pelo consumo

Primeiro Orçamento Do Centino, primeiro erro.

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