Política Passos Coelho elogia recuperação de Portugal mas relembra perigo de um regresso ao passado

Passos Coelho elogia recuperação de Portugal mas relembra perigo de um regresso ao passado

O líder do PSD afirmou este sábado que "Portugal é um grande país" pela transformação conseguida nas últimas quatro décadas, mas advertiu para os perigos de um regresso ao passado, em que esteve três vezes à beira da bancarrota.
Passos Coelho elogia recuperação de Portugal mas relembra perigo de um regresso ao passado
Correio da Manhã
Lusa 08 de julho de 2017 às 22:27

"Aquilo que me parece é que, aos poucos, à medida que vamos voltando à normalidade, conduzidos pela solução política que lidera, ou que apoia o actual governo, vamos regressando às más práticas, aos maus hábitos, aos vícios que estiveram na origem dos erros que nos levaram aonde ninguém desejaria que se tivesse chegado", disse Pedro Passos Coelho no 43.º aniversário da JSD, em Azeitão, no concelho de Setúbal.

"Depois de termos vencido os problemas financeiros que tivemos - quando nos despedimos da 'troika' em 2014 -, depois de termos conseguido sair do Procedimento por Défice Excessivo (PDE), o que só aconteceu este ano (...) conseguimos, por essa razão também, ter a economia a crescer. Só falta mesmo retirar a nossa dívida do lixo", acrescentou Pedro Passos Coelho.


Convicto de que o país tem razões para estar satisfeito pelo sucesso alcançado nos últimos anos, porque "deixou de estar à beira do precipício", Passos Coelho alertou para eventuais perigos da "normalidade" da actual governação, tal como aconteceu com o governo de José Sócrates, que desvalorizava todos os alertas para os problemas que culminaram com mais um pedido de resgate, o terceiro de Portugal.


"Foi um ambiente de normalidade que nos conduziu ao precipício durante uns anos. Era uma normalidade que escondia as nossas fragilidades, as nossas vulnerabilidades e às vezes até acrescentava problemas àqueles que tínhamos", disse o líder social-democrata.


Referindo-se ao furto de armamento em Tancos, Pedro Passos Coelho defendeu a necessidade de uma "reforma do Estado" para garantir a melhoria de áreas nucleares como a "segurança, a defesa e a justiça, para dar tranquilidade e confiança aos cidadãos".


Sobre a actuação do governo, antes e depois da tragédia provocada pelos incêndios em Pedrógão Grande, Pedro Passos Coelho também foi bastante crítico sobre a capacidade de resposta do executivo governamental.


"Se não tivesse sido a solidariedade da sociedade civil, as instituições da sociedade, ainda hoje havia carências muito graves para suprir, porque o Estado não esteve onde era preciso, quando era preciso", disse, lamentando também que o governo ainda não tivesse aprovado um mecanismo para garantir o pagamento de indemnizações às vítimas.


"Não era preciso esperar mais tempo para que se criasse um mecanismo para indemnizar as vítimas. De certa maneira sugeri isso ao primeiro-ministro há quase quinze dias no Parlamento. O governo tem tempo para desfilar em Pedrogão Grande, mas não tem tempo para aprovar uma disposição que ofereça às famílias a garantia de que vão ser indemnizadas prontamente. Era isso que se esperava da acção do governo, mas é isso que a oposição ainda vai fazendo, porque o governo não o faz", disse.


Num discurso de 40 minutos, em que apelou aos jovens social-democratas para que se empenhem na construção de um futuro melhor para os portugueses e para o país, Pedro Passos Coelho disse ainda que ficará envergonhado se os magistrados portugueses decidirem manter a greve já anunciada, lembrando que, para um partido da oposição, até seria muito mais fácil vir dizer o contrário.


"Era hoje muito fácil vir aqui dizer, por exemplo, que os magistrados estão cheios de razão e que o governo lhes devia fazer a vontade (...) mas o que aqui quero dizer é que terei vergonha no dia em que os magistrados deste país façam greve, porque quem está ligado a órgãos de soberania não pode fazer greve. Nem os membros do governo, nem os deputados nem os magistrados", concluiu.




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mais votado Anónimo 09.07.2017

Em países que se deixaram capturar por uma cultura desonesta, onde o mais desonesto vence, e provinciana, pouco atenta à realidade global e à modernidade tal como ela lhes chega do mundo mais desenvolvido, com leis atrasadas, estupidamente redigidas e permissivas a todos os abusos e abusadores, o sindicalismo e o capitalismo de compadrio são capazes de pôr o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com zero procura de mercado na economia, chamemos-lhe o vendedor de areia no deserto, a viver tão ou mais confortavelmente do que o ofertante de factor trabalho, bens ou serviços com muita procura de mercado nessa mesma economia, chamemos-lhe o vendedor de água no deserto. E é claro, uma economia assim cheia de distorções, frontalmente anti-mercado, atrasa-se e empobrece.

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pertinaz 10.07.2017

CARREGA PASSOS...!!!

Anónimo 09.07.2017

SE TE CALASSES E FALASSES MENOS SERIA MELHOR. NINGUÉM SE ESQUECEU DO Q FIZES-TE E ROMETESTE AO PAÍS.. MENTIROSO POR NATUREZA Q VAI ACREDITAR EM TI?

À pessoas que têm o condão do 09.07.2017

quanto mais falam, menos dizem. É o caso deste individuo. Será uma estratégia politica ? é possível. Mas, de vulgaridade em vulgaridade, relembra apenas a falta de ideias e a continuidade daquilo que o tornou notado (infelizmente) O homem não sabe o que diz e muito menos o que quer.

Ze nabo 09.07.2017

O careca drogado cara de velha anda aziado...o farsola lider do partido sem destino ainda se arrasta...esta quase a morrer...é dos espasmos....cão!!!

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