Economia Passos Coelho espera que não sejam necessárias mais medidas de austeridade

Passos Coelho espera que não sejam necessárias mais medidas de austeridade

Passos Coelho defendeu que o caminho para "superar esta situação" não é "mais austeridade", mas sim "criar condições para o emprego e o crescimento da economia apareçam".
Lusa 01 de abril de 2011 às 15:04
O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que espera que não sejam necessárias mais medidas de austeridade em Portugal no curto prazo, defendendo que o importante é diminuir a despesa do Estado.

Em declarações aos jornalistas, durante uma visita a uma escola secundária no concelho de Vila Franca de Xira, Passos Coelho considerou que os dados mais recentes sobre as contas públicas mostram "finalmente" que a ideia de que Portugal tinha feito "uma boa consolidação orçamental" não passou de uma "ilusão que foi vendida" aos portugueses.

Segundo o presidente do PSD, é preciso "conhecer a situação real" do país e talvez agora se "perceba melhor porque é que o PSD não se precipita a fazer contas em cima do joelho para responder aos pedidos que o Governo tem feito".

Em seguida, Passos Coelho defendeu que o caminho para "superar esta situação" não é "mais austeridade", mas sim "criar condições para o emprego e o crescimento da economia apareçam".

Questionado se no curto prazo não são necessárias mais medidas de austeridade, respondeu: "Eu espero que não sejam. As instituições internacionais sabem que Portugal já vive há muito tempo com um clima de austeridade muito apertado. O que nós precisamos é que o Estado faça aquilo que os portugueses já têm vindo a fazer, que o Estado, ele próprio, faça austeridade".

"Eu sou professor de economia e tenho uma noção muito clara do que é o país hoje precisa. O país não precisa de mais promessas de impostos e de mais sacrifícios só porque o Estado não faz aquilo que deve. O Estado tem de diminuir as suas despesas, tem de racionalizar o sector empresarial e tem de dar esperança e mobilização ao país", reforçou.

Se o Estado tivesse diminuído a sua despesa, os "impostos e sacrifícios teriam sido evitáveis", sustentou.

Quanto a um eventual aumento de impostos, o presidente do PSD reiterou que, numa situação extrema", numa "situação limite", se tiver de optar, prefere "mil vezes olhar para os impostos sobre o consumo do que estar a ir às pensões das pessoas que têm 200 e tal ou 300 e tal euros".