Política Passos Coelho esteve cerca de uma hora em Belém e saiu sem prestar declarações  

Passos Coelho esteve cerca de uma hora em Belém e saiu sem prestar declarações  

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, foi hoje recebido durante cerca de uma hora pelo chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, e saiu sem prestar declarações.
Passos Coelho esteve cerca de uma hora em Belém e saiu sem prestar declarações  
Bruno Simão/Negócios
Lusa 23 de junho de 2017 às 16:53

Pedro Passos Coelho entrou no Palácio de Belém pouco antes das 15:30, sozinho, e foi recebido à chegada pelo chefe da Casa Civil do Presidente da República, Fernando Frutuoso de Melo.

 

Pelas 16:25, saiu do palácio, em silêncio, acompanhado por Frutuoso de Melo. Quando passava pela Sala das Bicas, os jornalistas perguntaram-lhe pelo motivo que o levou a pedir esta audiência, mas o ex-primeiro-ministro nada respondeu.

 

Esta audiência concedida ao presidente do PSD foi divulgada hoje ao final da manhã na página da Presidência da República, como acréscimo à agenda do chefe de Estado.

 

A nota de agenda não indicava o motivo da reunião, que aconteceu na sequência de dois grandes incêndios na região Centro do país, que consumiram 50 mil hectares de floresta.

 

Um dos incêndios deflagrou no sábado em Pedrógão Grande e provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.

 

Na segunda-feira, o presidente do PSD deslocou-se à sede da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e considerou que não se podia "desdramatizar a situação" e que "as pessoas quererão saber, têm o direito a saber, a explicação para que isto tivesse acontecido".

 

Referindo que era cedo para se fazer "uma avaliação de natureza política", Passos Coelho advertiu que esse momento chegaria, e afirmou: "No dia em que for necessário dar uma resposta política adequada a esta matéria, cá estarei também. Mas, penso que há outros antes de mim que têm de dizer alguma coisa".

 

Na terça-feira, em Bruxelas, Passos Coelho propôs a criação de uma comissão técnica independente que começasse a trabalhar "tão depressa quanto possível" para dar "todas as explicações" aos portugueses sobre as consequências do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande.

 

A última vez que o líder do PSD esteve no Palácio de Belém foi em 17 de Abril, quando o Presidente da República ouviu os partidos com assento parlamentar sobre o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas aprovados pelo Governo.

 

No dia 29 de Dezembro, Passos Coelho almoçou a sós com Marcelo Rebelo de Sousa, a convite do chefe de Estado, no Palácio de Belém.




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mais votado Anónimo 23.06.2017

A tragédia de Pedrógão é também uma história de assassinos sindicais em Portugal, de uma jurisdição capturada por autênticos chulos dos direitos adquiridos onde nem a simples limpeza de áreas de segurança junto às estradas nacionais, no qual qualquer um poderia vender o seu trabalho braçal se não sobrasse orçamento para investimento em maquinaria silvícola, e o uso de aeronaves de combate a incêndios, se fazem.

comentários mais recentes
Quanto mais fala mais se enterra 24.06.2017

A sua ladainha da cassete do diabo já o povo a conhece,mas graças a ele o povo votou 62% e temos uma Geringonça que foi uma bênção de Deus. ex.votante do PSD com meu voto não vais mamar mais

pertinaz 24.06.2017

CARREGA PASSOS...!!!

Anónimo 23.06.2017

Vocês bancários subsidiados, tal como as legiões de excedentários de carreira da função pública a quem vocês concederam créditos avultados, já nos deram imenso prejuízo pois têm sido os grandes beneficiários da extorsão e pilhagem perpetrada ao Estado e à economia portuguesa desde há várias décadas. Os custos de oportunidade de ter que vos subsidiar são elevadíssimos e de muito difícil e remoto ressarcimento. Agora têm as vossas mãos manchadas de sangue.

Anónimo 23.06.2017

A tragédia de Pedrógão é também uma história de assassinos sindicais em Portugal, de uma jurisdição capturada por autênticos chulos dos direitos adquiridos onde nem a simples limpeza de áreas de segurança junto às estradas nacionais, no qual qualquer um poderia vender o seu trabalho braçal se não sobrasse orçamento para investimento em maquinaria silvícola, e o uso de aeronaves de combate a incêndios, se fazem.

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