Ajuda Externa Passos Coelho garante que Governo "não exigirá mais que o necessário" aos portugueses

Passos Coelho garante que Governo "não exigirá mais que o necessário" aos portugueses

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu na sexta-feira à noite que o Governo "não exigirá mais que o necessário" aos portugueses para o cumprimento dos objectivos internacionais, nem deixará que "a corda esticada possa partir".
Passos Coelho garante que Governo "não exigirá mais que o necessário" aos portugueses
Lusa 16 de fevereiro de 2013 às 16:16

"Estamos naquele momento em que os portugueses devem estar confiantes de que o Governo não exigirá mais do que aquilo que é necessário para que se cumpram os objectivos, sem que a corda que está esticada possa vir a partir. Temos essa preocupação. Não serviria de nada para futuro se essa corda fosse partida", afirmou hoje o primeiro-ministro durante um debate do PSD/Porto.

 

Passos Coelho afirmou porém que "se dificuldades novas ocorrerem", o país precisará da "cumplicidade e o apoio das instituições" que podem ajudar "ao nível europeu, estejam elas no Banco Central Europeu, na Comissão Europeia ou nos outros países europeus ou no FMI".

"Sem a intervenção amiga e solidária destas instituições, nós teremos dificuldades em ultrapassar só por nós esses problemas hoje", frisou.

 

Para o primeiro-ministro, o melhor caminho a seguir "é manter o rumo" traçado até hoje, para que o "esforço de redução" do défice e das contas públicas "se possa ir produzindo ao ritmo que é indispensável e ao mesmo tempo suportável pelo país".

 

Durante o seu discurso, o líder social-democrata teceu críticas ao modelo económico dos últimos anos e à sociedade que "estruturalmente não tem gerado muitas oportunidades, que é como quem diz, a economia cresce de forma anémica apesar dos tempos em que houve muito dinheiro".

 

"Tivemos uma sociedade pouco dinâmica em que a mobilidade social foi escassa e em que uma percentagem muito pequena das pessoas acumulou uma parte significativa da riqueza e depois a larga maioria da população se encontra num limiar muito próximo da pobreza", lamentou.

 

Defendeu, por isso, que é necessário "mudar o Estado" existente e recordou o trabalho iniciado pelo PSD com "a reforma dos institutos públicos e de vários outros instrumentos da administração pública" e a redução do "peso administrativo do Estado que era manifestamente excessivo".

 

"Conseguimos reduzir a despesa estrutural do Estado, sem contabilizar os juros da dívida pública, em quase 14 mil milhões de euros, o que dá uma ideia precisa que, apesar dessas dificuldades, fizemos aquilo que normalmente é mais difícil para um Governo controlar, que é a sua despesa", assinalou.

 

 


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mais votado Vítor Silva 16.02.2013

Caro Passos Coelho, como queres que os Portugueses acreditem em ti, se tens provado, à saciedade e repetidamente, que és um mentiroso compulsivo, que mentes com a mesma facilidade e ligeireza como respiras ? Nunca mais poderás poderás contar com a mobilização da população portuguesa, que te ouviu afirmar, convictamente, durante a campanha eleitoral para as Legislativas, que, cito : " NÃO AUMENTAREI IMPOSTOS, SE FOR PRIMEIRO MINISTRO ! ". Ninguém mais acreditará em ti, aldrabão ! Depois, tens vindo a acumular imensos pontos negativos, um dos quais se prende com o teres de manter o escroque Miguel Relvas no Governo, por seres seu refém, por via da embrulhada criminosa de tráfico de influências, no âmbito da TECNOFORMA, quando o ainda ministro Relvas era Secretário de Estado, como é publicamente conhecido e dos jornais e não esquecido, para vosso desgosto, porque há sempre alguns chatos que têm boa memória.

comentários mais recentes
Jorge barreira 19.02.2013

O que é que Passos Coelho entende por necessário? O desaparecimento da classe média, o empobrecimento generalizado, o nos tornarmos um país do 4º mundo?

maria 18.02.2013

Não seja piegas ....!!! Nós aguentámos com o Sócrates, aguentamos com uma garoto impreparado como tu...

Mário Liberato 18.02.2013

A próxima corda a esticar (e bem esticada)será a que for passada à volta do pescoço de todos os politicos e apendizes que levaram Portugal a este estado pedinte e falido

Anónimo 17.02.2013

NÃO CONSEGUEM DORMIR TAL SÃO OS REMORSOS DA MALDAD QUE ESTÃO A FAZER AO POBRE POVO PORTUGUES ,DEVIAM ERA PAGAR OS ESTRAGOS QUE FIZERAM AO PAÍS COM A MENTIRA DE ENDIREITAR O PAÍS ,POIS SEGUNDO DIZEM ALGUNS DESISTENTES DO PSD ,ISTO FOI TUDO COMBINADO PIOR QUE MAFIOSOS PARA ENQUANTO PERMANECEREM NO GOVERNO TIRAR TODAS AS REGALIAS AOS TRABALHADORES ,BAIXAREM OS ORDENADOS MAS NÃO OS DELES E AUMENTAREM IMPOSTOS POIS SEGUNDO DIZEM NÃO TINHAM NADA A PERDER ,POIS A COISA JÁ ESTÁ QUASE FEITA SÓ FALTA OFERECEREM UM CHICOTE AIS PATROES COMO ANTIGAMENTE ,E ALGUNS AINDA NÃO PERCEBERAM A MALANDRAGEM DESTE GOVERNO MAFIA NEOLIBERAL QUE SÃO UMA ESPECIE DE MERCENARIOS DA SEITA FASCISTA QUE NUNCA DESAPARECEU DESTE PAÍS ...ABRAM OS OLHOS POVO .........

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