Política Passos Coelho não se recandidata à liderança do PSD

Passos Coelho não se recandidata à liderança do PSD

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje na reunião da Comissão Política Nacional que não se irá recandidatar ao cargo nas próximas eleições diretas, disseram à Lusa fontes sociais-democratas presentes neste órgão.
Passos Coelho não se recandidata à liderança do PSD
Lusa Marta Moitinho Oliveira 03 de outubro de 2017 às 16:57
O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje na reunião da Comissão Política Nacional que não se irá recandidatar ao cargo nas próximas eleições directas, disseram à Lusa fontes sociais-democratas presentes neste órgão.

Contactada pela Lusa, fonte oficial do PSD remeteu uma resposta para a intervenção inicial de Passos Coelho no Conselho Nacional, na noite desta terça-feira, 3 de Outubro, que será aberta à comunicação social.

A RTP avançou entretanto que as directas para a eleição do líder social-democrata poderão realizar-se a 2 de Dezembro.

Na noite das eleições autárquicas, no domingo, nas quais o PSD obteve o seu pior resultado de sempre, Passos Coelho reiterou no que não se iria demitir na sequência de resultados de eleições locais, mas prometeu uma "reflexão ponderada" sobre se iria ou não recandidatar-se ao cargo nas directas previstas para o início do próximo ano.

No domingo, o líder o PSD deixou a porta aberta para não se recandidatar à liderança do partido, depois de considerar que o mau resultado das autárquicas poderia afectar a estratégia do partido. "A estratégia nacional não ficará seguramente imune à avaliação que desses resultados vier a ser feita", disse na sede da São Caetano à Lapa, depois de considerar que os resultados das autárquicas eram "pesados" para o partido. 

"É preciso avaliar se, no interesse do país e do PSD, o que interessa é manter a orientação estratégica que está definida ou se outra pode ser seguida", explicou aos jornalistas, acrescentando que abriria um período de reflexão sobre as condições de que dispunha para se recandidatar em 2018.
 

"É essencial avaliar se o tempo que o PSD precisará de gastar a discutir a sua própria situação interna é uma vantagem ou desvantagem para aquilo que precisa de fazer em termos de oposição no país", acrescentou, explicando que "essa será a avaliação mais relevante que precisa de ser feita". 

As eleições directas estavam agendadas para final de Janeiro ou início de Fevereiro, mas na noite das eleições autárquicas o líder do PSD admitiu que pudessem acontecer uma ou duas semanas antes. Pelos estatutos do partido, o congresso está marcado para Abril.

Rio avança até final da próxima semana

A reacção de Passos depois das eleições levou Rui Rio - que é visto como o candidato mais bem colocado à sucessão - a acelerar a preparação da sua candidatura. Dias antes das autárquicas, o Observador noticiou que Rio avançaria "em qualquer circunstância". 

O ex-autarca do Porto deverá anunciar a candidatura à liderança do PSD dentro de dias. A comunicação pública deverá ser feita até ao final da próxima semana, avança a revista Visão no site, antecipando assim o tema da capa que vai esta quarta-feira para as bancas. 

A intenção de Rui Rio avançar é conhecida há semanas, refere a publicação. O cenário em que o ex-autarca trabalhava era o de concorrer à liderança do partido "em qualquer circunstância", ou seja, fosse qual fosse o resultado do PSD nas eleições autárquicas de 1 de Outubro. 

Entretanto os sociais-democratas Paulo Rangel e Pedro Duarte apelam a que haja uma discussão de ideias e não apenas de lideranças. 


(Notícia actualizada às 10:17)



Saber mais e Alertas
pub