Economia Passos defende que estratégia do actual Governo é "uma falsa alternativa"

Passos defende que estratégia do actual Governo é "uma falsa alternativa"

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que a alternativa que o actual governo reivindica é falsa, invocando que "ainda há muita austeridade disfarçada", mesmo sem "a pressão da 'troika' e dos mercados".
Passos defende que estratégia do actual Governo é "uma falsa alternativa"
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 21 de abril de 2017 às 21:06

Num artigo publicado na 'newsletter' do PSD, intitulado "A Falsa Alternativa", Passos Coelho retoma os argumentos utilizados nos últimos debates no parlamento, mas recorda que a austeridade se mantém e sublinha que, se o PSD continuasse no Executivo, o crescimento seria mais elevado.

 

"Se a estratégia defendida pelo Governo anterior tivesse prosseguido, a recuperação económica e do emprego seria sensivelmente mais forte, porque mais forte seria também a recuperação do investimento", argumenta.

 

O líder social-democrata alega que "a austeridade pode hoje ter uma feição diferente", mas "ainda há muita austeridade disfarçada", porque o país já não tem "a pressão da 'troika' e dos mercados" de há uns anos.

 

"Mas não é ao Partido Socialista, nem ao Bloco de Esquerda ou ao Partido Comunista Português que devemos agradecer a liberdade de escolha que hoje temos. Os partidos da actual maioria, quando foi difícil trabalhar para livrar Portugal do resgate, defendiam políticas que nos teriam colocado na situação de incumprimento, como aconteceu com a Grécia".

 

Passos lembra que "na Grécia, infelizmente, continua a não haver alternativa à austeridade e parece que a União Europeia mudou pouco a sua exigência de cumprimento do programa - o terceiro já - de assistência, permanecendo o Syriza no governo muito contrariado, a pedir flexibilidade às instituições europeias e ao FMI, mas a executar políticas de aperto orçamental que incluem cortes importantes de rendimentos".

 

O presidente do PSD contesta também os números do Executivo de António Costa relativamente ao emprego, indicando que "a população empregada cresceu cerca de 176 mil entre 2014 e 2016, mas destes quase 120 mil referem-se a 2014 e 2015".

 

"O mesmo com o desemprego: a população desempregada reduziu-se em cerca de 282 mil no mesmo período, mas só entre 2014 e 2015 reduziu-se quase em 209 mil", salienta.

 

Para Passos Coelho, "os socialistas trouxeram, assim, um ano em que, em vez de acelerar a recuperação económica, atrasaram-na". "E, em vez de colherem bons frutos pela estratégia que seguiram, beneficiam sobretudo da herança económica que receberam do Governo anterior", conclui. 




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Obrigado por nos ter dado a Geringonça 22.04.2017

O que era Portugal se não fosses corrido, já comemos a tua receita da destruição da mentira e das trapalhadas.e aumento das dividas e das falências e roubos. ex.votante PSD com meu voto não mamas mais.

Conselheiro de Trump 22.04.2017

Passos Coelho ainda parece um agente da ASAE:sempre que a gerigonca tenta-nos entolhar-nos de peixe podre,este homem cai-lhes em cima.HOMEM CERTO NO MOMENTO PROPICIO.

Bárbaro 22.04.2017

Este pedaço de cancro não tem remorsos de ter roubado os reformados e de aumentar para 28,5% o IRS de quem ganha 7200 € brutos por ano. Ajoelhou-se às botas da Merkel e lambeu a rata da velha Lagarde. Mandou penhorar as casas às famílias. Devia ir de joelhos até Fátima e lamber o Bispo.

Desanimado 22.04.2017

Ó seu palerma, claro que ainda há austeridade, mas por acaso alguém disse que não há? Tu realmente estás mesmo morto, e ainda ninguém te disse!!

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