Política Passos diz que ao fim de um ano Governo "converteu-se" à política que contestava

Passos diz que ao fim de um ano Governo "converteu-se" à política que contestava

O líder social-democrata lamentou que o executivo socialista tenha perdido um ano e continue a não querer fazer reformas.
Passos diz que ao fim de um ano Governo "converteu-se" à política que contestava
Lusa 31 de maio de 2017 às 18:24
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o Governo socialista "ao fim de um ano converteu-se" à política que contestava no anterior executivo, nomeadamente de combate ao défice.

No encerramento das jornadas parlamentares do PSD, que decorreram em Albufeira (Faro), Passos Coelho defendeu que os dados positivos da economia "não decorrem de qualquer acção deste Governo" e lamentou que o executivo socialista tenha perdido um ano e continue a não querer fazer reformas.

"O Governo demorou um ano a mostrar ao país que toda a conversa que fazia contra nós, dizendo que vivíamos obcecados pelo défice e dívida, ao fim de um ano o governo converteu-se àquilo que antes motivava a sua repulsa na política que nós fazíamos", afirmou.

Na sua intervenção, Passos Coelho referiu-se à confirmação, hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), de que a economia cresceu 2,8% no primeiro trimestre, dados que considerou positivos, mas que disse "não decorrer de nenhuma decisão que o Governo tenha tomado", estando assente nas exportações líquidas.

"Não estamos a disputar méritos, é uma conversa que nesta fase não é relevante, mas não venham querer atirar-nos areia para os olhos", afirmou, acrescentando que o país não cresceu mais cedo porque "houve dúvidas motivadas pela solução de governo" minoritário do PS apoiado no parlamento pelo PCP e BE.

"O Governo retardou esse processo", insistiu.

Perante os deputados sociais-democratas, Passos desafiou o instituto que gere a dívida nacional, o IGCP, a aproveitar o atual crescimento económico para emitir dívida a 15 anos em vez de a seis ou a sete.

"É aproveitar agora enquanto dura a percepção orçamental de que as coisas correram bem e que vão continuar a correr. Emitam, por favor", apelou.

Para o líder do PSD, a actual solução governativa está a levar o PS a "empurrar com a barriga" reformas necessárias como a da segurança social, descentralização ou sistema eleitoral.

"Sabemos que o PS tem reagido de forma consistentemente bloqueadora a essas reformas", lamentou, dizendo que o país não passará para "outro patamar" e que "é criminoso" dizer aos portugueses que elas não são necessárias.

Sobre uma possível subida do 'rating' de Portugal, Passos apelou ao Governo para que "faça por merecer" essa subida e voltou a acusar o executivo de incongruências na frente externa e interna, apontando como exemplo o relatório sobre a dívida, desenvolvido entre PS e BE, mas que o Governo não pretende apresentar em Bruxelas.

"Será que o primeiro-ministro é o mesmo que o secretário-geral do PS? Queremos melhorar o 'rating' ou andar a empatar o BE?", questionou.

Recorrendo à ironia, Passos Coelho aconselhou o Governo a 'receitar' à Grécia a mesma solução que propôs aos portugueses, de fazer crescer a economia através do aumento dos rendimentos, mas que, segundo o líder do PSD, depois não aplicou em Portugal.

"Caramba, porque é que eles em vez de irem aos 'think tanks' [grupos de reflexão] de Bruxelas, não apanham um aviãozinho para a Grécia e explicam ao senhor Tsipras como fazer?", afirmou.

Expressando a convicção de que a legislatura vai durar até 2019 - "porque PCP e BE não têm feito nada de consistente com o que reivindicavam no passado" - Passos desafiou os deputados sociais-democratas a aproveitarem estes dois anos para denunciarem o que é relevante para o país.

"Há uma falsa alternativa no país: Um investimento muito grande a fazer de conta e a construir uma realidade virtual", criticou.

No encerramento das jornadas, Passos Coelho afastou as críticas dos que dizem que o PSD mudou de discurso ou não tem discurso, contrapondo com a coerência das posições sociais-democratas.

"Nós temos defeitos como toda a gente, mas não andamos aos solavancos, a fazer o pino, a mudar o discurso", afirmou.

(Notícia actualizada às 19:26 com mais informação)

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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Sim, mas é fraco imitador e não deixa os seus tiques anarco-sindicalistas e cleptocráticos para trás. O PS arranjará por isso seguramente uma ou duas formas de ir escondendo o seu lixo acumulado para debaixo do tapete dos outros e de ir chutando a bola de neve dos problemas que cria lá mais para a frente. O que é preciso é que uma pequena maioria do povo ande embebecida e vá a votos. O resto não interessa e siga a festa. Saiam uma rodadas de meretrizes e vinho verde para conta do Orçamento do Estado. Os multiplicadores keynesianos até se inebriam todos.

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rafeiro Há 3 semanas

Mas esta Coisa , ainda não viu que está a mais, volte para Espanha para terminar os tratamentos, mas agora está mais dificil , com a Raiva a coisa assim fica mais preta

Anónimo Há 3 semanas

oh Salazar deixaste o manual todo de herança a este estudioso do mal fazer, de dar cabo dos idosos, de matar os doentes, de roubar as pensões, aumentar os impostos, expulsar os melhores portugueses, amamentar os ricos e os teus amigos milionários.

Anónimo Há 3 semanas

o aldrabão continua igual a si mesmo e continua a procurar o voto ao ignorante que em tempos lhe deu o poder. .

ESTA É A PROVA QUE O PSD GOVERNA PARA OS PODEROSOS Há 3 semanas

Os Portugueses devem manter os neurónios a funcionar e recordar-se que, segundo uma estatística do INE - uma entidade credível -, durante o desgoverno do vígaro Passos, OS MAIS RICOS DUPLICARAM AS SUAS FORTUNAS, O QUE PROVA QUE APENAS HOUVE DESLOCAÇÃO DO DINHEIRO DOS SALÁRIOS E PENSÕES.

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