Política Passos não percebe porque Costa não diz aos administradores da Caixa para entregarem declarações

Passos não percebe porque Costa não diz aos administradores da Caixa para entregarem declarações

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, questionou hoje se o primeiro-ministro terá assumido compromissos perante os administradores da Caixa Geral de Depósitos que o impedem agora de lhes impor a entrega das respectivas declarações de rendimentos.
Passos não percebe porque Costa não diz aos administradores da Caixa para entregarem declarações
Miguel Baltazar
Lusa 07 de Novembro de 2016 às 13:52

"Não foi o Governo e o primeiro-ministro que escolheu esta administração? Não é o Governo e o primeiro-ministro que estão a dizer que é preciso cumprir a lei? Então, do que estão à espera senão dar indicações aos administradores de que têm de apresentar a respectiva declaração de rendimentos. Não percebo porque é que não dizem isso", declarou Pedro Passos Coelho.

 

O presidente do PSD falava aos jornalistas à margem de uma reunião com a direcção da Confederação do Turismo Português (CTP), em Lisboa, após questionado sobre a posição assumida pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, em entrevista hoje publicada no DN, no sentido de que os administradores da CGD estão sujeitos à obrigação legal de entregar as declarações de rendimentos junto do Tribunal Constitucional.

 

Face ao que "toda a gente já afirmou" quanto à necessidade de os administradores da CGD "cumprirem a obrigação de transparência" e do que é "eticamente esperado", Passos Coelho disse não ver a razão pela qual ainda se discute este assunto.

 

Se o assunto ainda não está resolvido, sugeriu, "é porque não há um entendimento claro entre o que foram as responsabilidades assumidas pelo próprio Governo e pelo primeiro-ministro do país junto da administração que ele próprio nomeou".

 

"Por que é que o primeiro-ministro que os convidou, convidou-os numa condição diferente desta e agora não tem autoridade para lhes exigir o que antes lhes disse que era dispensável de fazer?", questionou.

 

Ou, acrescentou, "isto não aconteceu e então do que é que está à espera o primeiro-ministro para mandar fazer cumprir a lei uma vez que foi ele que nomeou a administração juntamente com o ministro das Finanças?".

 

Tal como tinha sustentado no sábado passado, Passos Coelho afirmou que esta discussão revela "que o governo está sem norte e sem capacidade de decisão" e que "está paralisado".

 

"E paralisar numa questão tão relevante que incide sobre a CGD que é o primeiro banco do país é grave. Não se percebe do que é que o primeiro-ministro está à espera para por um ponto final nesta matéria", afirmou.

 

Se o governo não conseguir impor o cumprimento das obrigações de transparência, Passos Coelho disse esperar que o parlamento o faça mas, considerou, "não ficava mal" ao primeiro-ministro que fosse ele "a resolver rapidamente a questão em vez de andar a lavar as mãos".

 




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mais votado matita42 Há 3 dias

A razão parece óbvia ao ponto de considerar o assunto encerrado. Prometeu, autorizando o Centeno a aceitar, que os administradores ficariam isentos dessa apresentação e isso prova-se ao legislar no sentido de os administradores ficarem com o estatuto de administradores privados. É uma aberrarração mas já foi feito.

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 dias

Se a lei diz que todo que exerce um cargo público deve apresentar a sua declaração de bens, não se entende que este Senhor nomeado para a CGD se recuse a fazer o que é de sua obrigação. O PM tem a obrigação de fazer cumprir a Lei. Que o demita e acabe com a novela.

JR Há 3 dias

este gajo de bandeirinha na lapela é o mesmo que não entregou as suas declarações e que nem sempre pagou o que devia?

JR Há 3 dias

e este gajo da bandeirinha na lapela entregou sempre todas as suas declarações e pagou sempre o que lhe era devido?

Anónimo Há 3 dias

Este governo é um bando de trapaceiros. Começou com a usurpação..(não foi o Povo que os pôs lá). Isto da CGD é
apenas uma amostra.

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