Política Passos: "Nunca fomos invejosos com as boas notícias"

Passos: "Nunca fomos invejosos com as boas notícias"

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que o partido nunca foi "invejoso com as boas notícias", justificando os constantes alertas que faz com a necessidade de olhar para lá do curto prazo.
Passos: "Nunca fomos invejosos com as boas notícias"
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 23 de setembro de 2017 às 15:55

"Nunca fomos invejosos com as boas notícias, infelizmente quando chegámos chegamos ao Governo as notícias eram todas más. Claro que gostaríamos de ter sido nós a colher politicamente vários desses resultados, mas não somos invejosos porque trabalhámos sobretudo para o país", afirmou Passos Coelho, num almoço de apoio ao candidato autárquico do partido à Câmara de Marco de Canaveses, José Mota.

 

O líder social-democrata defendeu, por outro lado, que o PSD "nunca gostou de bajular" e que faz parte o seu papel como "maior partido português e maior partido da oposição" chamar a atenção para "o que se devia estar a fazer".

 

Passos Coelho - que chegou acompanhado do vice-presidente do PSD Marco António Costa - aproveitou estar numa sociedade agrícola produtora de vinho verde em Alpendurada, a Casa de Vilacetinho, para fazer uma metáfora vinícola, acusando o Governo de só pensar no curto prazo.

 

"Vamos ter boa colheita, bom vinhão, bom avesso, boa tudo, como se diz na minha terra? Mas se não queremos estar apenas à mercê do tempo é preciso ir preparando as coisas para que a cepa esteja sempre em bom estado e acrescentar alguma coisa na poda que se faz", defendeu.

Para Passos Coelho, o actual Governo apenas se preocupa em "reverter a austeridade", deixando para trás "medidas estruturais importantes"

 

"Tudo aquilo que possa trazer algum incómodo o Governo esconde, dissimula, desconversa, tudo aquilo que tem potencial para parecer positivo é vê-los a dar entrevistas, a desmultiplicar-se em deslocações, a fazer leilão a ver quem dá mais, quem pede mais na geringonça", criticou.

 

A nível local, o líder do PSD justificou a aposta no candidato autárquico José Mota, atual número dois do executivo liderado pelo social-democrata Manuel Moreira desde 2005 (impedido de se recandidatar devido à limitação de mandatos), salientando que o "futuro não se constrói apenas com gratidão, constrói-se com quem tem alguma coisa a acrescentar".

O candidato prometeu um grande apoio aos empresários da zona e bater-se por um acesso do município ao IC35.

 

"Precisamos de ter uma acessibilidade melhor para que sejamos mais competitivos no mercado internacional", defendeu.

 

Além de José Mota, são candidatos à Câmara do Marco de Canaveses Isabel Baldaia (CDU), Cristina Vieira (PS) e Paulo Teixeira (CDS).




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comentários mais recentes
pertinaz 24.09.2017

CARREGA PASSOS...ÉS A NOSSA SALVAÇÃO DESTA ESCUMALHA...!!!

Palhaço!!! 24.09.2017

Emigra fdgp, querias a desgraça para Portugal seu fdgp

pertinaz 24.09.2017

CARREGA PASSOS...!!!... A ESCUMALHA JÁ ESPUMA...!!!

GARANTIDAMEMTE, NA TECNOFORMA, NÃO FOI INVEJOSO 24.09.2017

O início dele, em matéria de "contacto" com a coisa pública, que se lhe começou a "agarrar" às mãos, foi com a TECNOFORMA, cujo processo a sua amiga - os amigos são para as ocasiões - PGR procurou branquear, arquivando-o, em VÉSPERA de eleições, em cujo âmbito foram "limpos" fundos europeus.

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