Política Passos renegociou corte de 25 milhões no SIRESP, mas não o concretizou

Passos renegociou corte de 25 milhões no SIRESP, mas não o concretizou

Acabou por ser o actual Governo PS a implementar a renegociação da parceria público-privada feita pelo anterior Executivo, escreve o Público na sua edição desta sexta-feira. O corte foi programado no âmbito das reduções de despesa pública exigidas pela troika.
Passos renegociou corte de 25 milhões no SIRESP, mas não o concretizou
Negócios 23 de junho de 2017 às 09:36

O anterior secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna, Fernando Alexandre, renegociou com o consórcio privado que assegura o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) um corte de 25 milhões de euros, noticia o jornal Público na sua edição desta sexta-feira, 23 de Junho. O corte, porém, acabaria por ser concretizado apenas pelo actual Governo.

 

A renegociação da parceria público-privada para o SIRESP foi efectuada no âmbito dos cortes de despesa pública efectuados nos anos da troika e não terá sido fácil. Como argumentos, o Governo da altura recorreu a um relatório de avaliação do sistema elaborado pela KPMG e que, revela o Público, aponta algumas das principais debilidades do SIRESP, como sejam o facto de o custo da manutenção ser o dobro do preço normal de mercado ou a baixa autonomia das fontes de energia das estações emissoras. Além disso, o conselho de administração do SIRESP, composto por três representantes dos accionistas privados, recebia remunerações anuais de 700 mil euros.

 

As negociações terão sido duras, mas Fernando Alexandre conseguiu levá-las a bom porto antes de deixar o Governo. Afirmou agora ao Público que a melhor solução para o SIRESP seria a sua nacionalização, forma de conter custos e solucionar falhas. Adquirir um novo sistema, quando o acordo acabar, em 2021, é algo que "não devia acontecer" considera.




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mais votado Anónimo 23.06.2017

Os drones já vigiam e recolhem dados que previnem, prevêem e salvam vidas. Certos robôs, em determinadas circunstâncias, combaterão seguramente incêndios, num futuro próximo. Mas é preciso que existam organizações a desenvolver essas tecnologias. Não será certamente em Portugal dos assassinos chulos dos direitos adquiridos onde nem a simples limpeza de áreas de segurança junto às estradas nacionais, onde tu podes vender o teu trabalho manual se não sobrar orçamento para investimento em maquinaria silvícola, e o uso de aeronaves de combate a incêndios, ideia que aliás a tua santa bisavó devia achar uma loucura quando era a mais jovem do bordel, existem.

comentários mais recentes
Camponio da beira 26.06.2017

Siresp, não funciona. Das duas uma ou o estado foi enganado, e quem o vendeu deve indemnizar o estado, (e o estado as vitimas) ou foi comprado sabendo que não funcionava e assim quem comprou e quem vendeu deve ser responsabilizado.

Ku do comuna 24.06.2017

Porreiro pa, batemos o recorde do deficit, mas o passos é o culpado pelos cortes cegos..:

Anónimo 23.06.2017

Os Neros lusitanos geringonceiros estão loucos de contentamento. A austeridade acabou, mas orçamento para limpeza de matas junto a vias de comunicação e aviões apaga-fogos não há.

Anónimo 23.06.2017

Vocês bancários subsidiados, tal como as legiões de excedentários de carreira da função pública a quem vocês concederam créditos avultados, já nos deram imenso prejuízo pois têm sido os grandes beneficiários da extorsão e pilhagem perpetrada ao Estado e à economia portuguesa desde há várias décadas. Os custos de oportunidade de ter que vos subsidiar são elevadíssimos e de muito difícil e remoto ressarcimento. Agora têm as vossas mãos manchadas de sangue.

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