Passos Coelho: Setembro de 2013 "não significa uma data em absoluto para regressar aos mercados"
13 Abril 2012, 12:05 por Bruno Simões | brunosimoes@negocios.pt
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O primeiro-ministro retirou pressão da data para o regresso de Portugal aos mercados, para se financiar.
O primeiro-ministro retirou “pressão” da data para o regresso de Portugal aos mercados, para se financiar. De acordo com Passos Coelho, nessa data Portugal apenas tem de ter a confiança dos mercados, porque deverá existir liquidez no País.

Em resposta a Luís Montenegro, líder da bancada social-democrata, o primeiro-ministro explicou o que vai acontecer a 23 de Setembro de 2012. “Corresponde à data de vencimento de maturidade de uma linha de Obrigações do Tesouro, que ocorre pela primeira vez fora do período de garantia em que o FMI garante transferências financeiras para Portugal”.

Porém, para Passos Coelho, tal não é sinónimo de que Portugal vá buscar financiamento aos mercados. “Isso não significa que Portugal não disponha dos meios necessários. Não significa que nesta data necessitaremos de nos financiar em mercado externo”, frisou.

“Não significa uma data em absoluto para regressar aos mercados”, mas sim “que precisamos de ter confiança nos mercados” para que estes dêem “uma ajuda adicional para podermos cumprir as nossas obrigações”.

“Mais importante do que a data precisa do vencimento destas obrigações do Tesouro” é “o processo que estamos a desenvolver para ganhar confiança no mercado”, afiançou o primeiro-ministro. Por isso, é importante o Governo “garantir que os objectivos em matéria de défice são cumpridos”, bem como que as reformas estruturais vão permitir ao País crescer sustentadamente no futuro, observou Passos Coelho.

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