Passos lembra quando "a troika trabalhava" e "o País aproveitava as pontes"
06 Fevereiro 2012, 20:30 por Nuno Carregueiro | nc@negocios.pt
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Pedro Passos Coelho justificou hoje pela segunda vez a decisão de acabar com a tolerância de ponto no Carnaval, afirmando que o país tem que acabar com os "velhos comportamentos preguiçosos".
O primeiro-ministro, no discurso que efectuou nas comemorações do 40.º Aniversário da PEDAGO (Campus Educativo da Serra da Amoreira), em Odivelas, voltou a justificar a decisão de acabar com a tolerância de ponto no Carnaval.

Para Passos Coelho, Portugal tem que “transformar as velhas estruturas anacrónicas”, bem como os “velhos comportamentos preguiçosos, em comportamentos mais descomplexados, abertos e competitivos”. Isso “depende de nós”.

O primeiro-ministro utilizou o que se passou no ano passado para justificar o fim da tolerância de ponto no Carnaval. Um exemplo, de uma “pequena coisa”, que mostra a diferença entre “quem tem ambição e quem fica agarrado ao passado”.

“Recordam-se o caricato que foi na altura, que foi a troika estar em Lisboa a trabalhar, para saber como deviam fechar o acordo de ajuda a Portugal, estando o país fechado para férias devido a umas pontes”, afirmou Passos Coelho.

O primeiro-ministro referia-se aos feriados de 10 de Junho (sexta-feira) e de 13 de Junho (em Lisboa, numa segunda-feira), que levaram muitos portugueses a tirar umas mini-férias, precisamente na altura em que se acertavam os últimos detalhes do memorando de entendimento.

“A troika trabalhava. O País aproveitava as pontes”, afirmou Passos Coelho, lamentando que o país esteja agora a discutir se “temos ou não tolerância de ponto no Carnaval”.

O País “está numa situação de emergência nacional”, disse Passos Coelho, lembrando que “precisamos de pedir um empréstimo para pagar as nossas obrigações” e quem “sem isso estaríamos na bancarrota”.

Já esta tarde Passos Coelho tinha justificado o fim da tolerância de ponto no Carnaval com o ano de emergência que Portugal está a viver. “Espero que os portugueses percebam que não estamos em tempo de falar de tradições”, referiu, acrescentando ser preciso distinguir entre “quem quer superar a crise” e “quem quer ficado agarrado às velhas tradições”.
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