Economia Patrão fecha terceira fábrica de calçado em nove anos sem avisar trabalhadores

Patrão fecha terceira fábrica de calçado em nove anos sem avisar trabalhadores

O dono da Spring Impact deu dois dias de férias aos 35 trabalhadores, retirou as máquinas da fábrica e fechou as portas. Depois da Marques de Freitas & Companhia e da Marquief, esta foi a terceira vez, em nove anos, que o empresário encerrou uma indústria de calçado.
Patrão fecha terceira fábrica de calçado em nove anos sem avisar trabalhadores
O dono da produtora de calçado Spring Impact, de Guimarães, deu dois dias de férias aos trabalhadores, retirou as máquinas da fábrica e fechou as portas.
Mais Guimarães/Rui Dias
Rui Neves 22 de novembro de 2017 às 17:48

Na passada quarta-feira, 16 de Novembro, os 35 trabalhadores da fábrica de calçado Spring Impact, de Guimarães, regressavam ao trabalho após dois dias de férias, mas encontraram as portas fechadas.

 

O patrão tinha aproveitado a ausência do pessoal para retirar as máquinas da fábrica e encerrar a empresa. Confrontado pelo sindicato, aceitou entregar a documentação para o subsídio de desemprego dos trabalhadores.

 

Por pagar ficaram o salário de Outubro, o subsídio de Natal do ano anterior, os duodécimos do subsídio deste ano e aproximadamente meio mês de Novembro.  

 

"O encerramento da empresa ocorreu sem que tenha havido um aviso prévio aos trabalhadores ou às estruturas sindicais e no momento em que os funcionários se encontravam no gozo de dois dias de férias", insurge-se o grupo parlamentar do PCP, que entregou quatro perguntas sobre esta matéria na Assembleia da República.

 

"Soubemos, ainda, que esta postura da empresa não é nova, havendo relatos que dão conta que é a terceira fábrica que esta administração fecha, pelo que os trabalhadores acreditam que as máquinas podem ter sido retiradas para mais tarde abrir outra empresa", refere ainda o PCP.

 

De facto, Marques de Freitas, gerente da Spring Impact, tinha já encerrado a Marques de Freitas & Companhia, que faliu em 2008, e uma empresa denominada Marquief.

 

A estrutura representativa dos trabalhadores solicitou, entretanto, a intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).

 

O grupo parlamentar do PCP solicitou ao Governo que, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, esclareça "como se pode aceitar que o encerramento desta empresa tenha sido efectuado sem informação prévia aos trabalhadores e aos sindicatos?"

 

"Não considera o Governo que a administração da empresa agiu ilegalmente com a forma como procedeu ao encerramento desta unidade fabril?", questiona o PCP, que pretende saber "que atitude é que o Governo já tomou ou tenciona tomar, nomeadamente através da ACT, para repor a legalidade e impor o cumprimento da legislação a esta administração".

 

Pretende também ser esclarecido das medidas que "o Governo tenciona tomar para salvaguardar os interesses e direitos dos trabalhadores" desta empresa.

 

"A confirmar-se a recorrente estratégia desta administração de encerrar empresas e abrir nova empresa, não considera o Governo que ela exige investigação criteriosa e profunda sobre as reais motivações empresariais ou financeiras desta administração? O que pensa o Governo fazer nesta matéria?", questiona ainda o grupo parlamentar do PCP.

O Negócios tentou, sem sucesso, contactar a administração da Spring Impact. 




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mais votado Ciifrão Há 3 semanas

O PCP acredita que tudo se resolve através do poder legislativo, se assim fosse estávamos bem de vida: legislação cheia de boas intenções temos de sobra. O mal vem precisamente de situações onde a Lei é manipulada por gente pouco escrupulosa. Magistrados e advogados são os maiores prevaricadores porque defendem, antes de mais, os seus interesses. Com isto empresários habilidosos conseguem viver a acumular dívida que nunca pagam. Sobra o calote para fornecedores e funcionários. O Estado tem mais como se defender, se ficar com dívida tem ainda assim lucro.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Os Sindicaleiros e o PCP são mesmo bons é a defender , Professlores, médicos enfermeiros juizes,empregados do Estado, bem instalados. Operários de Fábricas, que mesmo ganhando o salário minimo, ficam sem trabalho, os Sindicaleiros e o PCP assobiam para o lado!

Anónimo Há 3 semanas

Pergunto: Qual é o património deste patrão? Quanto é que ficou a dever nos 2 encerramentos anteriores? quantos subsídios abocanhou e o seu montante? Qual o montante de dívidas à Segurança Social, Finanças, Fornecedores e Banca? É que já estou farto de ser roubado nos meus impostos p/ bandidos destes

Anónimo Há 3 semanas

Pode ser que esteja nos próximos panamapapers...

Deviam participar nas negociações Há 3 semanas

Devem levar estes trabalhadores ás negociações que decorrem sobre o ordenado mínimo ( governo já disse que se não "negociar" aumenta unilateralmente) para em conjunto com os comunas "reflectirem" sobre o assunto

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