Economia Patrões da hotelaria querem apoios do Governo para acabar com os empregos clandestinos

Patrões da hotelaria querem apoios do Governo para acabar com os empregos clandestinos

A associação patronal dos hotéis, cafés e restaurantes (Aphort) apresentou aos deputados da Assembleia da República uma proposta que visa a regulamentação dos chamados empregos de Verão dos jovens, para acabar com “as situações de precariedade” que “desprotegem quem trabalha”.
Patrões da hotelaria querem apoios do Governo para acabar com os empregos clandestinos
A associação patronal dos hotéis, cafés e restaurantes insta o Governo a regulamentar os chamados empregos de Verão dos jovens.
Rui Neves 14 de novembro de 2017 às 13:21

A hotelaria e a restauração estão no topo dos sectores mais procurados pelos jovens em busca de emprego temporário, sobretudo no período correspondente às férias escolares, havendo milhares de trabalhadores sazonalmente clandestinos, pelo que o ministro do Trabalho e da Segurança Social já se comprometeu em regulamentar os chamados empregos de Verão.

 

Congratulando-se com a vontade expressa pelo ministro Vieira da Silva, a Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (Aphort) revelou esta terça-feira que apresentou em Junho passado uma proposta dirigida aos grupos parlamentares e aos deputados da Comissão de Trabalho e Segurança Social, "no sentido de formalizar uma relação laboral entre as empresas e os estudantes que procuram este tipo de trabalho, sem prejuízos futuros para estes jovens".

 

Neste contexto, afirma a Aphort em comunicado enviado às redacções, "para além da criação de um enquadramento legal positivo que evite penalizações no acesso a prestações sociais como o abono de família ou bolsas de estudo", conforme anunciado por Vieira da Silva, a Aphort "propôs ainda que a regulamentação preveja ainda que, no final dos estudos, estes jovens possam estar em condições de beneficiar dos sistemas de estágios profissionais e programas de apoio ao emprego existentes, o que até agora não acontece se tiverem tido um qualquer tipo de contrato de trabalho associado a este período sazonal", ressalva a mesma organização patronal.

 

Para a Aphort, "a existência desta garantia irá contribuir para evitar a informalidade e as situações de precariedade e de inexistência contratual que, por um lado, desprotegem quem trabalha e, por outro, afectam o normal funcionamento do mercado e o estabelecimento de uma concorrência saudável entre as empresas".

 

"Numa altura em que os mais recentes dados do INE indicam que a hotelaria e restauração são responsáveis, em média, por um terço da criação de emprego no país, a existência de uma regulamentação positiva que contemple os diferentes regimes de contratação laboral, tendo em conta as características e especificidades da actividade neste sector, torna-se numa questão fundamental e incontornável para garantir uma dinamização transparente e um crescimento sustentável da economia nacional", defende Rodrigo Pinto Barros, presidente da Aphort.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 4 dias

Mais apoio ainda? estão a encher o ku à conta da baixa do IVA (uma vergonha do Costa) e ainda têm a lata de vir pedinchar mais? FOSCA-SE...

Mr.Tuga Há 4 dias

FUCK !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

CHULO*S de MIERDA !!!!!!!!!!!!!!!!!

Não basta o IVA a 13% e a fuga descarada aos impostos e os salários de trampa que pagam !?!?!?

Vão trabalhar MALANDROS CHUL*OS PARASITAS!

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