Economia Patrões do Norte querem baixa do IRC e menos despesa pública

Patrões do Norte querem baixa do IRC e menos despesa pública

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) critica o Governo por “não aproveitar devidamente a evolução favorável do ciclo económico para materializar as reformas estruturais necessárias”, no sentido de baixar a carga fiscal, nomeadamente o IRC, e reduzir a despesa pública.
Patrões do Norte querem baixa do IRC e menos despesa pública
A associação liderada por Nunes de Almeida critica o Governo por “não aproveitar devidamente a evolução favorável do ciclo económico para materializar as reformas estruturais necessárias”.
Paulo Duarte
Rui Neves 20 de outubro de 2017 às 11:54

Terminado o período de luto nacional de três dias, "só agora" é que a Associação Empresarial de Portugal (AEP) dá a conhecer a sua apreciação à proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, para "pedir ao Governo que a condução da política orçamental vá no sentido da redução da despesa pública, de modo a permitir libertar recursos para a economia - através da redução da carga fiscal sobre as famílias e as empresas – assegurando, de forma continuada, a sustentabilidade das contas públicas", argumenta esta organização empresarial, que tem sede no Porto.

Apesar da "introdução de algumas medidas com vista à capitalização e reestruturação das empresas, enquadradas no Programa Capitalizar", a associação liderada por Paulo Nunes de Almeida assinala "como negativo o facto de o Governo não aproveitar devidamente a evolução favorável do ciclo económico para materializar as reformas estruturais necessárias, no sentido de permitir um desagravamento da carga fiscal que recai sobre as empresas, nomeadamente em sede de IRC", aponta a AEP.

 

Nesse âmbito, a associação alerta que, "tendo em conta que a fiscalidade continua a ser apontada nos rankings internacionais de competitividade como um dos principais entraves à atractividade do investimento", com esta proposta de orçamento, considera, "Portugal continuará a pertencer à metade dos países da União Europeia com taxas de IRC mais elevadas", situação que, conclui a AEP, "irá continuar a condicionar a captação de investimento e o fomento da actividade empresarial".

 

Em matéria de consolidação orçamental, a AEP "louva o esforço realizado", mas alerta "para os riscos subjacentes a esta proposta de orçamento, que podem resultar numa deterioração da evolução da envolvente externa, afectando os dois principais motores de crescimento económico: exportações e investimento".

 

Num documento assinado pelo seu presidente, a AEP chama a atenção para o facto de "uma evolução menos favorável na receita e na despesa, em particular na despesa com juros, poderá afectar a correcção do desequilíbrio das contas públicas, seguramente mais difícil de manter face ao nível da despesa pública que, apesar de sofrer uma redução em termos percentuais do PIB, se mantém muito elevado", assinala.

 

A AEP reafirma, de resto, "a necessidade de políticas públicas que favoreçam a realização do investimento, nacional ou estrangeiro, o fomento das exportações de bens e serviços e que promovam a competitividade das empresas portuguesas, no sentido de criar riqueza, emprego e um pleno aproveitamento da dinâmica que se perspectiva para a economia mundial nas economias avançadas e emergentes".

 

E lembra que "a política orçamental, embora sujeita às regras europeias, deve ser usada pelo Governo como um importante instrumento de apoio e de estímulo ao crescimento e desenvolvimento económico sustentável".

 

Nesse sentido, a associação empresarial sediada no Porto conclui que "a trajectória de crescimento económico em Portugal assentará fortemente na procura interna, graças ao dinamismo do investimento, em particular do investimento empresarial", sendo que, de acordo com as suas projecções, "o contributo da procura externa, apesar do crescimento das exportações de bens e serviços, será praticamente nulo, face à evolução das importações que suportarão as necessidades de investimento e de consumo".




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comentários mais recentes
General Ciresp Há 4 semanas

Nem sei como e q o pivado nao aproveita o momento da Catalunha.A gerigonca so ve o privado para os sacar o mais q pode para alimentar os da ala deles(publicos)Num governo q diz ser socialista criar filhos a custa dos enteados e foda meu.Diz o ditado e nao engana:quem torto nasce,torto morre.Pra fogu

Nuno Há 4 semanas

Concordo. Os impostos devem ser baixados. Os salários devem ser aumentados. Só assim pode haver evolução económica.

Anónimo Há 4 semanas

Patrões do norte? tem graça... o IRC só baixará para quem deixar de pagar o SMN, percebem seus exploradores de mão de obra! tenham vergonha e calem-se...

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