Política PCP admite que o mundo está pior sem URSS

PCP admite que o mundo está pior sem URSS

O secretário-geral do PCP admitiu, na terça-feira, que o mundo está pior sem o socialismo e sem a União Soviética, após a queda do URSS, em 1991, e defende que "o socialismo é preciso".
PCP admite que o mundo está pior sem URSS
Lusa 08 de novembro de 2017 às 07:32
"Sim, o mundo precisa do socialismo", reclamou Jerónimo de Sousa num discurso de quase 40 minutos num comício organizado pelo PCP, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, para comemorar os 100 anos da Revolução de Outubro, na Rússia, e que anos mais tarde levou à criação da URSS -- União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Aplaudido por militantes e simpatizantes que encheram o Coliseu, Jerónimo fez a defesa do comunismo, dos princípios de Marx e Engels a afirmou o socialismo é hoje uma "exigência da actualidade e do futuro".

A URSS teve um "inquestionável papel de força motriz de progresso e da paz a nível mundial", afirmou, na lógica da chamada Guerra Fria com os Estados Unidos, que agora está sem travões.

"O capitalismo, liberto das condicionantes que a existência do socialismo como sistema mundial impunha e funcionando livremente de acordo com as suas regras, não só passou a pôr cada vez mais em causa as liberdades e direitos políticos, como agravou todos os problemas inerentes à sua natureza de sistema explorador, opressor, agressivo e predador estando a conduzir o mundo para barbárie", alegou.

E o fim da União Soviética, em 1991, nada teve que ver com a Revolução de Outubro e os seus fundadores, mas sim com o "'modelo' de construção do socialismo" que se afastou do "ideal e o projecto comunistas", alertou.

Além do mais, o secretário-geral dos comunistas insistiu na ideia de que o "socialismo não é incompatível com a democracia, nem teme a democracia", contrariando as teses das "propaganda anti-comunista"

O líder comunista deixou elogios à revolução e ao facto de ter transformado a "velha e atrasada Rússia" num país "altamente desenvolvido, mais industrializado e socialmente mais avançado".

"Foi a pátria dos 'sovietes', o primeiro país do mundo a pôr em prática ou a desenvolver como nenhum outro, direitos sociais fundamentais, como o direito ao trabalho, a jornada máxima de oito horas de trabalho, as férias pagas, a igualdade de direitos de homens e mulheres na família, na vida e no trabalho, os direitos e protecção da maternidade, o direito à habitação, a assistência médica gratuita, o sistema de segurança social universal e gratuito, e a educação gratuita", disse, muito aplaudido pelos presentes.

No fim, Jerónimo de Sousa pediu que se celebre a revolução como um "combate que continua" e afirmou o PCP como "um partido comunista que não abdica de o ser", deixando a promessa: "Fomos, somos e seremos comunistas."



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mais votado Anónimo Há 1 semana

Sempre têm a Coreia do Norte. Que emigrem para lá todos os comunistas.

comentários mais recentes
5640533 Há 1 semana

Se não fosse a URSS o mundo hoje estava muito mais desenvolvido. Estragou o século 20 todo. Comunismo e democracia? Só no delírio de Jerónimo. E óbvio que nem ele nem os outros fanáticos malucos do PCP alguma vez viveram em regime comunista. Não fazem ideia do que estão a falar.

Pedro Há 1 semana

Não deixa de ser curioso que mais de metade das conquistas de que fala... foram conquistas capitalistas. A jornada de 8h, as férias pagas, a igualdade de direitos de homens e mulheres, protecção da maternidade, a educação gratuita. EUA, UK e Alemanha, bem antes da URSS.

pertinaz Há 1 semana

É UMA CHATICE... ACABOU A GUERRA FRIA E COM ELA MUITOS CONFLITOS NO MUNDO

ESTE JERÓNIMO É UM VERDADEIRO ESCARRO...!!!

Anónimo Há 1 semana

E no tempo de HITLER? Não era tão baril, ó Jerónimeco...

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