Orçamento do Estado PCP e Governo testam novo aumento extra de pensões para 2018

PCP e Governo testam novo aumento extra de pensões para 2018

PCP quer novo aumento das pensões em 2018 além da actualização prevista na lei. A forma de o conseguir está na mesa das negociações do OE para o próximo ano. Bloco reúne-se esta quarta com Executivo.
PCP e Governo testam novo aumento extra de pensões para 2018
Reuters
Marta Moitinho Oliveira 22 de agosto de 2017 às 22:00

O Governo e o PCP estão a discutir a hipótese de um novo aumento nas pensões além do que está previsto na lei que as actualiza das reformas. O assunto esteve em cima da mesa no encontro desta terça-feira que serviu para retomar as negociações do Orçamento do Estado para 2018 e não foi afastado.

"Estamos a discutir a possibilidade de ir além do aumento previsto na lei" que regula a actualização das pensões, disse ao Negócios o líder parlamentar comunista. "O aumento extraordinário de 2017 não deve ser um episódio isolado", defendeu João Oliveira, acrescentando que além da actualização automática estão a ser pensadas "soluções", sem querer concretizar quais. Porém, o líder parlamentar do PCP garantiu que "já não é a primeira vez que o assunto é discutido com o Governo e não foi a última", sinalizando que o tema não deverá ser visto como um entrave às negociações. Na terça-feira, Jerónimo de Sousa afirmou que o PCP não leva "pedras no sapato" para as reuniões.   

No início de Agosto, o ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, não quis assumir um compromisso de aumento real das pensões para todos no próximo ano, lembrando o impacto orçamental em 2018 do aumento extraordinário que pago pela primeira vez este mês, bem como a ligação da actualização das pensões à evolução da economia.

Além das pensões, o PCP discutiu com o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, a necessidade de uma política "integrada" em matéria fiscal, que passa por mais escalões de IRS, mas também por mexidas na derrama estadual, taxas liberatórias e benefícios fiscais. João Oliveira rejeitou que haja um limite de 200 milhões de euros para os escalões do IRS e diz que "nunca houve propriamente nenhum elemento dessa natureza colocado pelo Governo como barreira".

Para o Bloco de Esquerda, que esta quarta-feira se encontra com o Governo para negociar o OE, já há disponibilidade do Executivo para gastar mais no IRS. "O Governo já compreendeu que aquele valor que tinha colocado no Programa de Estabilidade inicialmente não corresponde à necessidade de maior alívio e justiça fiscal. Julgo que o Governo já evoluiu dessa posição inicial e que é preciso ir mais longe", disse Catarina Martins que queria calibrar a medida de forma a valer o triplo.

A reposição de rendimentos, através do descongelamento de carreiras no Estado, do fim dos cortes nas horas extra e no abono de família, bem como o reforço do investimento público e a aposta nos serviços públicos são outros dos assuntos que estão a ser discutidos. 

BE quer ver cativações de 2018

O Bloco de Esquerda quer conhecer as cativações na despesa que serão previstas para 2018. Este é um dos assuntos que estará presente nas conversas entre o Bloco de Esquerda e o Governo sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano que serão retomadas esta quarta-feira. "As cativações de despesa para 2018 têm de estar disponíveis nas negociações do Orçamento", disse ao Negócios a deputada bloquista Mariana Mortágua. O Bloco continua aliás à espera de resposta de Mário Centeno às perguntas sobre cativações em 2016 e 2017, uma polémica que vem de Julho, quando a publicação da Conta Geral do Estado revelou que o Governo cativou mais de 900 milhões de euros de despesa em 2016, um valor recorde. O Bloco admite que o Governo reserve para si alguma margem de manobra nas cativações, mas quer mais transparência e que "não sejam excessivas". 




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comentários mais recentes
Johnny 23.08.2017

É só pensões, pensões, pensões
Então e quem LAVA CÚS nos hospitais por 500 euros não merece um aumento ???

E digo mais, se Seg.Social é para rebentar 23.08.2017

Daqui a 15 anos porque não rebantá-la daqui a 2 anos?
Os criadores e distribuidores de miséria,fome a morte, estão todos à mesa com o Tuga contribuinte como prato principal da mesa.
Ter à frente do país derrotados de eleições, pseudo atrizes, filhas de gatuno, parasitas sociais, tem consequências

Anónimo 23.08.2017

Lá vão aumentar as comissões da CGD outra vez.

Anónimo 23.08.2017

Sim o Passos Coelho ficou com azia e assustado quando soube que a Dívida da economia portuguesa já vai em 389% do PIB. Qualquer português ficaria com azia e assustado!

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