Economia PCP lembra passado antifascista e destaca profundas divergências com Mário Soares

PCP lembra passado antifascista e destaca profundas divergências com Mário Soares

O dirigente do PCP José Capucho lembrou o "passado de antifascista" de Mário Soares, que morreu hoje aos 92 anos, e evocou as "profundas e conhecidas divergências" com o ex-chefe de Estado.
PCP lembra passado antifascista e destaca profundas divergências com Mário Soares
Correio da Manhã
Lusa 07 de janeiro de 2017 às 18:25

Numa curta declaração na sede nacional do PCP, Lisboa, José Capucho, membro do Secretariado do Comité Central comunista, começou por dizer que já transmitiu "diretamente ao Partido Socialista e à família" as condolências pelo falecimento de Mário Soares.


José Capucho lembrou o antigo Presidente da República como "personalidade relevante da vida política nacional " e como "participante no combate à ditadura fascista", evocando o seu papel no "apoio aos presos políticos".

 

"Lembrando o seu passado de antifascista, o PCP regista as profundas e conhecidas divergências que marcaram as relações do PCP com o dr. Mário Soares, designadamente pelo seu papel destacado no combate ao rumo emancipador da Revolução de Abril e às suas conquistas, incluindo a soberania nacional", afirmou o dirigente comunista.

 

Mário Soares morreu hoje, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado há 26 dias, desde 13 de dezembro.

 

O Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de segunda-feira.

 

Soares desempenhou os mais altos cargos no país e a sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do PS e Presidente da República.

 

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares foi fundador e primeiro líder do PS, e ministro dos Negócios Estrangeiros após a revolução do 25 de Abril de 1974.

 

Primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, foi Soares a pedir a adesão à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e a assinar o respetivo tratado, em 1985. Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

 




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comentários mais recentes
Anónimo 07.01.2017

OS PORTUGUESES NÃO ACEITAM OS TRAIDORES NO LUGAR DOS SEUS HERÓIS.

Dono dos Burros 07.01.2017

O Capitalismo está de luto. Na sede da CIA, chora-se. Portugal goza as delícias do regime que ele implantou. Como pessoa, só tenho que lamentar a sua morte, mas não sei se ele lamentou, as mortes que a sua política fez. Penso que não. Tinha o Rei na barriga.

Sim, sim. 07.01.2017

Quando morreu (ou mataram) Sá Carneiro, deitaram foguetes. Por esta coisa choram que nem virgens violadas. Enfim.

Anónimo 07.01.2017

CONSTRANGEDOR!

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