Saúde PCP pede ao Governo que evite rupturas nas urgências

PCP pede ao Governo que evite rupturas nas urgências

Comunistas referem que "nas últimas semanas" várias organizações dão conta da possibilidade de ruptura nos serviços devido à dificuldade de "preenchimento das escalas, designadamente dos médicos".
PCP pede ao Governo que evite rupturas nas urgências
Marta Moitinho Oliveira 27 de Dezembro de 2016 às 17:52

O PCP entregou esta terça-feira no Parlamento uma recomendação ao Governo para evitar rupturas nos serviços de urgência dos hospitais numa altura em que as condições meteorológicas podem provocar mais casos de gripe. No projecto de resolução, os comunistas revelam que a Ordem dos Médicos lhes reportou que há hospitais que "não estão a conseguir ter médicos suficientes para completar as escalas de Dezembro".

No projecto de resolução, o PCP faz sete recomendações ao Executivo de António Costa. À cabeça, os comunistas sugerem que o Governo "garanta a contratação dos profissionais de saúde que permitam o funcionamento pleno dos serviços de urgência (cuidados de saúde primários e cuidados hospitalares) e a prestação de cuidados de saúde de qualidade e de forma atempada aos utentes".

Além disso, os comunistas pedem uma maior articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares. Erradicar o recurso "sistemático e abusivo aos médicos em internato médico para suprir as carências das escalas de serviço de médicos nos serviços de urgência" e garantir o "funcionamento nos serviços de urgência dos hospitais e centros hospitalares de uma equipa integrada por médicos internos e especialistas, de acordo com as melhores práticas clínicas" são outras das sugestões deixadas ao Executivo.

Aumentar o número de camas, para evitar que os doentes fiquem nas urgências e dar "condições materiais" aos serviços são também recomendadas.

No projecto de resolução, o PCP lembra as consequências das políticas do anterior Governo na saúde e refere que, apesar de algumas melhorias recentes, há medidas a tomar. 

Pese embora a existência de planos e medidas, "nas últimas semanas, têm surgido alertas das várias organizações representativas dos profissionais de saúde para a elevada probabilidade de ocorrência de situações de ruptura nos serviços de urgência devido à dificuldade no preenchimento das escalas, designadamente dos médicos. Segundo informações prestadas pela Ordem dos Médicos ao PCP há hospitais que "não estão a conseguir ter médicos suficientes para completar as escalas de Dezembro".




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Ah, ah, ah. Hipócritas. Se fosse a outros, era uma exigência. A estes, é uma recomendação.

pub