Ambiente PCP propõe 44 medidas de mais de 800 ME para responder e prevenir incêndios

PCP propõe 44 medidas de mais de 800 ME para responder e prevenir incêndios

O líder parlamentar comunista apresentou hoje um pacote de 44 medidas, a incluir no Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), de resposta aos fogos florestais, combate e prevenção estrutural, num valor global acima dos 800 milhões de euros.
PCP propõe 44 medidas de mais de 800 ME para responder e prevenir incêndios
Ricardo Almeida
Lusa 17 de novembro de 2017 às 18:27
João Oliveira e o deputado do PCP João Ramos, em conferência de imprensa no parlamento, reiteraram que "dar resposta aos problemas dos incêndios, dentro do espartilho das metas do défice só pode ser uma fraude", explicando ter contabilizado um investimento de 785 milhões de euros no próximo ano e outros 375 milhões de euros por ano até 2020, sendo cerca de 50 milhões de euros destinados a indemnizações a famílias e vítimas graves.

Segundo os parlamentares comunistas, as iniciativas dividem-se em cinco áreas: apoios às vítimas, combate a incêndios, prevenção estrutural, apoio à agricultura familiar e desenvolvimento regional.

Antes, o ministro das Finanças, Mário Centeno, também no parlamento, anunciou que as medidas de reconstrução, indemnização, combate e prevenção aos incêndios vão valer 650 milhões de euros em 2018, dos quais 230 milhões de euros têm impacto no défice no próximo ano.

Entretanto, o PS propôs hoje uma dotação de 186 milhões de euros, que estará centralizada no Ministério das Finanças, para financiamento de despesas com indemnizações, apoios, prevenção e combate aos incêndios.

Em 17 de Junho e durante vários dias, fogos florestais devastaram extensas áreas, sobretudo em Pedrógão Grande, provocando 64 vítimas mortais e mais de 200 feridos, além de elevados prejuízos materiais.

Em 15 de Outubro, novos incêndios atingiram particularmente 27 concelhos da região Centro. Os fogos deste dia provocaram 45 mortos, cerca de 70 feridos, destruíram total ou parcialmente cerca de 800 habitações permanentes e cerca de outras tantas casas, quase 500 empresas e extensas áreas de floresta nos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu.



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