Eleições PCP lamenta maioria absoluta do PS e destaca crescimento da CDU

PCP lamenta maioria absoluta do PS e destaca crescimento da CDU

O PCP lamentou a maioria do PS nos Açores. Mas salientou os resultados da CDU que, nos Açores, admitiu ter ficado abaixo das expectativas.
PCP lamenta maioria absoluta do PS e destaca crescimento da CDU
Correio da Manhã
Lusa 17 de Outubro de 2016 às 00:40
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu que as eleições regionais dos Açores ficam marcadas negativamente pela maioria absoluta do PS e destacou o crescimento eleitoral da CDU. "Como reiteradamente alertámos, o prolongamento da maioria absoluta não só empobrece a vida política democrática regional como constitui um obstáculo à concretização de medidas e decisões que correspondam às aspirações povo açoriano", afirmou Jerónimo de Sousa.

Numa declaração na sede nacional do PCP, em Lisboa, o secretário-geral comunista assinalou que o resultado da CDU traduziu a "confirmação da sua representação parlamentar" (um deputado) e a "subida em percentagem e no número de votos", de 1,89% para 2,7%.

Jerónimo de Sousa assinalou a eleição do deputado pelo círculo das Flores, em que foi a primeira força política, com 32% dos votos e considerou que o resultado no conjunto da região assegura as condições para dar continuidade ao trabalho em defesa dos interesses" dos açorianos.

"Se aumentamos em percentagem e votos num quadro de uma abstenção tão grande? Quando elegemos um deputado pelo círculo das Flores e ser a primeira força na ilha, dizer que isto é uma derrota, valha-nos Deus", afirmou, após questionado sobre se o resultado em termos globais poderia ser considerado uma derrota para a CDU.

O secretário-geral comunista referiu-se ainda à elevada taxa de abstenção, considerando que "constitui prova da crescente desilusão da descrença dos açorianos face a anos e anos de governação quer do PS quer do PSD".

Para o PCP, o afastamento dos açorianos face ao ato eleitoral deve-se à "ausência de resposta aos seus problemas e ao incumprimento das promessas".

Por essa razão, o PCP considera que a maioria absoluta repetida pelo PS é um fator negativo no resultado das eleições, já que uma maioria absoluta "funciona como um rolo compressor" em que os governantes "não ouvem os outros".

Jerónimo de Sousa lembrou que no período de 1996/2000, sem maioria absoluta, "a contribuição do PCP permitiu aquisições como o acréscimo ao salário mínimo regional ou o adicional às pensões de reforma que ainda hoje perduram".

Já o coordenador da CDU/Açores, Aníbal Pires, admitiu hoje que o resultado da coligação nas eleições regionais "ficou aquém das expectativas", mas sublinhou o facto de ter sido possível manter a representação parlamentar.

"Relativamente aos resultados, ficámos aquém de atingir o nosso objectivo eleitoral, mas garantimos não só a nossa representação parlamentar como nos perspectiva um trabalho importante", afirmou Aníbal Pires, que não conseguiu a sua reeleição como deputado no parlamento açoriano.

Numa declaração na sede da CDU na cidade de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, o coordenador regional frisou, no entanto, que a coligação "conseguiu aumentar" o seu "score eleitoral num conjunto alargado de ilhas".

"E isso só nos pode deixar satisfeitos e sobretudo com renovada vontade de continuar a intervir politicamente na região de modo a contribuirmos para que as decisões que forem tomadas possam ter como objectivo as pessoas e, sobretudo, que nesta região se construa um projecto diferente, um projecto onde as pessoas possam ser felizes", salientou.

Aníbal Pires destacou a eleição de um deputado da CDU pela ilha das Flores, João Paulo Corvelo.

"Ganhámos um círculo eleitoral ao PS, o círculo eleitoral das Flores e, portanto, quero agradecer a todos os açorianos que depositaram a sua confiança neste projecto político, um projecto de futuro para os Açores", referiu o dirigente da CDU nos Açores, frisando que a coligação privilegiou durante a campanha o contacto com as populações.

Sobre o facto de não ter sido reeleito como deputado, Aníbal Pires disse: "para mim individualmente não tem nenhum significado específico, para CDU ficamos a duas centenas de votos de eleger um grupo parlamentar e isso é que nos deixa de alguma forma aquém da nossas expectativas".

O PS conquistou hoje nova maioria absoluta nas eleições regionais dos Açores, ao conseguir eleger 30 deputados do total de 57 parlamentares da Assembleia Legislativa Regional.

O PSD conquistou 19 deputados, o CDS-PP quatro, o BE dois e o PCP-PEV um deputado e o PPM um deputado.

Em relação às anteriores eleições, em 2012, os socialistas perdem um deputado tal como o PSD, enquanto o CDS-PP ganham um cada. O PCP-PEV e o PPM mantêm um deputado cada.

O PS conseguiu 46,43% (43.266 votos) contra 48,98% (52.793 votos) em 2012, enquanto o PSD obteve 30,89% (28.790 votos) contra 32,98% (35.550 votos) há quatro anos.

A abstenção atingiu 59,16%, um recorde em eleições regionais nos Açores. Em 2012, não foram às urnas 52,12% dos eleitores.



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comentários mais recentes
Mr.Tuga Há 3 semanas

VERGONHICE!

Esta ilhota de treta que não é sustentável, senão com guita dos contribuintes do continente e cujos menos de 250.000 habitantes vivem quase exclusivamente de SUBSIDIOS, tem imagine-se um parlamento com 57 dePUTAdos !?!?!

E o tuga a pagar estas nulidades despesistas!

Este sitio miserável e atrasado não tem futuro!

Anónimo Há 3 semanas


PS - PCP - BE -- ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


NOVAS PENSÕES MÍNIMAS SERÃO SUJEITAS A PROVA DE RENDIMENTO...

para se gastar mais dinheiro com os subsídios às pensões douradas da CGA.


(As pensões da CGA são subsidiadas em 500€, 1000€, 1500€ e mais, por mês.

Estas pensões sim, devem ser sujeitas a condição de recursos.

E não as mínimas.)

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