Finanças Públicas Pedro Nuno Santos: “Austeridade presente ou passada não motivou Pedrógão e Tancos”

Pedro Nuno Santos: “Austeridade presente ou passada não motivou Pedrógão e Tancos”

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares disse à TSF que não existe ligação entre os dois casos e cortes na despesa.
Pedro Nuno Santos: “Austeridade presente ou passada não motivou Pedrógão e Tancos”
Negócios 12 de julho de 2017 às 09:07

Em entrevista à rádio TSF, Pedro Nuno Santos argumentou que a austeridade não foi aquilo que motivou a tragédia de Pedrógão Grande e o assalto a Tancos. "No caso de Tancos e de Pedrógão, não temos neste momento informação – temos informação que nos diz o contrário – que estes sejam acontecimentos motivados por austeridade presente ou passada. Essa é outra resposta com que muitos se precipitaram de forma até oportunista, para explicar dois incidentes graves que têm de ter resposta, mas cuja explicação muito provavelmente não é essa."

No entanto, o governante recordou os cortes profundos durante os anos do Governo PSD/CDS e admitiu que a necessidade de investir mais nos serviços públicos é uma realidade. "O que não quer dizer que em geral não haja necessidade de investir e aumentar o investimento nos serviços públicos. Isso é uma prioridade para o PS", acrescentou à TSF.

 

Aquele que tem servido como ponte entre o PS e os partidos à esquerda defendeu também a actuação do Governo em ambos os casos: "Na acção política nunca estamos isentos de falhas. Mas sinceramente, na avaliação que faço, o Governo esteve claramente à altura na reacção a cada um desses acontecimentos".

"Já assisti a festivais de música e a uma final da supertaça"

Pedro Nuno Santos abordou também a demissão de três secretários de Estado no âmbito daquilo que ficou conhecido como "Galpgate", lembrando que o Governo criou um código de conduta que regula as ofertas que os titulares de cargos políticos podem receber. Admite à TSF que ele próprio já assistiu "a festivais de música e fui assistir a uma final da supertaça". "Mas não tenho por hábito assistir a jogos de futebol."

Argumenta que os três antigos membros do Governo não fizeram nada de errado, mas reconhece que "a condição de arguidos não é compatível com os cargos que estavam a ocupar". "A conduta de quem exerce cargos públicos e a forma como é percepcionada vai evoluindo e a reacção hoje é diferente da que era no passado", explica.




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