Política Pedro Nuno Santos sai em defesa de ministros debaixo de fogo

Pedro Nuno Santos sai em defesa de ministros debaixo de fogo

Os incêndios foram acaso da natureza e não é o ministro que diz quantos efectivos são necessários para fazer a guarda em Tancos. O Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares admite em entrevista ao Público que este é o momento mais difícil deste Governo.
Pedro Nuno Santos sai em defesa de ministros debaixo de fogo
Miguel Baltazar
Negócios 06 de julho de 2017 às 09:14

Quando são pedidas, "as demissões têm muitas vezes consequências perversas, que é criar a ilusão de que o problema está resolvido coma demissão", defendeu Pedro Nuno Santos em entrevista ao Público nesta quinta-feira, 6 de Julho. Para o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, as exigências da oposição para que os ministros da Administração Interna e da Defesa se demitam são apenas "um exercício oportunista".

 

"Assumir a responsabilidade política é assumir a responsabilidade na forma como reage a um problema. Os Governos medem-se, não pelos problemas que surgem, mas pela forma como lidam com eles", insistiu o governante, defendendo que "antes de todos nos precipitarmos a pedir para rolar cabeças", é importante que "consigamos perceber o que aconteceu", sendo que "o objectivo de uma investigação não é fazer rolar cabeças".

 

A oposição tem vindo a insistir na demissão de Constança Urbano de Sousa e de Azeredo Lopes, responsáveis, respectivamente, pelas pastas da Administração Interna e da Defesa, na sequência dos incêndios de Pedrógão e, mais recentemente, do caso do roubo de armamento em Tancos – ainda esta quinta-feira Assunção Cristas, líder do CDS-PP,  voltou a insistir no tema em entrevista à Antena 1.

 

Ao Público, Pedro Nuno Santos garantiu ainda que "o Governo não encomendou nenhum focus group" para medir a popularidade nos dias que se seguiram os incêndios de Pedrógão Grande e como então foi noticiado pelo jornal "i". No entanto, disse, "nós admitimos que o PS o faça, o PS aliás faz de forma regular e em ano de autárquicas com maior intensidade".

 

Sobre o trabalho de preparação do Orçamento do Estado para 2018, Pedro Nuno Santos admite que existe alguma margem negocial para negociar à esquerda redução no IRS e descongelamento das carreiras do Estado, mas os incêndios acabaram por atrasar o processo.  

Governo vai antecipar-se às conclusões dos inquéritos

À margem da entrevista, Pedro Nuno Santos afirmou também que o Governo vai preparar as suas próprias conclusões sobre o que aconteceu em Pedrógão Grande e levou à morte de 64 pessoas. Apesar de no Parlamento ter sido criada uma comissão técnica especializada, o Executivo não vai esperar os 90 dias que a comissão terá para concluir os trabalhos e que remeteria o processo para depois da autárquicas, assegura o secretário de Estado. 

No Parlamento, escreve ainda o Público, a comissão de técnicos continua em banho Maria e não há ainda deputados designados para a integrarem. 

 




A sua opinião16
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Atento! 06.07.2017

Venham a banhos comigo em PALMA DE MAIORCA!
É bem melhor que os abraços e beijinhos do (baboso) Marcelo...
Chi chi chi...

Anónimo 06.07.2017

O "Barata tonta" do Ceboulas não tem ideias próprias. Logo estará a espera duma reação forte dos pequenos agricultores a quem quer roubar terrenos.

Anónimo 06.07.2017

Em Portugal guardam-se paióis como se guardavam na época da Segunda Grande Guerra Mundial. Tudo isto para que haja dinheiro para contratar empregados desnecessários e pagar número excessivo de salários e pensões onde eles não têm razão de ser.

Anónimo 06.07.2017

Para salvar o excedentarismo de carreira ou "a dignificação" da alocação vitalícia de factor produtivo trabalho sem qualquer procura e justificação no sector público o governo PS reduziu o investimento público em bens de capital necessários em áreas muito importantes com crescente procura e incontestável pertinência. Por isso, enquanto alguns portugueses têm uma panóplia de exorbitantes e inusitados direitos adquiridos, outros portugueses têm agora direito ao crematório público como o de Pedrógão, a pagar o supermercado de armas de guerra para criminosos como o de Tancos e a ambulâncias do INEM paradas à noite por esse país fora... Que mais avanços "a pensar nas pessoas" estarão para chegar a Portugal devido à constituição socialista, à anacrónica lei laboral e ao sindicalismo troglodita? Viva a Frente Comum. Viva o socialismo lusitano e o fim da austeridade.

ver mais comentários
pub