Economia Pedrógão Grande: Proteção Civil assume falhas no SIRESP mas alega que foram supridas por outras redes

Pedrógão Grande: Proteção Civil assume falhas no SIRESP mas alega que foram supridas por outras redes

A Proteção Civil já respondeu às perguntas que o primeiro-ministro colocou sobre o funcionamento do SIRESP.
Pedrógão Grande: Proteção Civil assume falhas no SIRESP mas alega que foram supridas por outras redes
Vítor Mota/Correio da Manhã
Lusa 23 de junho de 2017 às 20:24

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) assume falhas na rede SIRESP, entre sábado e terça-feira, no teatro de operações de combate ao incêndio de Pedrógão Grande, mas alega que foram supridas por "comunicações de redundância".

 

Esta posição consta de uma resposta enviada esta sexta-feira, 23 de Junho, pelo presidente da ANPC, Joaquim Leitão (na foto), ao primeiro-ministro, que na terça-feira o questionou sobre falhas na rede de comunicação SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) durante a operação de combate ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, distrito de Leiria.

 

"Poder-se-á inferir que, desde as 19:45 do dia 17 de Junho até ao dia 20 de Junho, se verificaram falhas na rede SIRESP no TO (Teatro de Operações). Por forma a minimizar as falhas da rede SIRESP, foram utilizadas as comunicações de redundância, nomeadamente, REPC - Rede Estratégica de Proteção Civil e ROB - Rede Operacional de Bombeiros, conforme se pode constatar na fita do tempo do sistema SADO (Sistema de Apoio à Decisão Operacional)", refere-se na carta enviada a António Costa e que está publicada no portal do Governo na Internet.

No que concerne às chamadas "comunicações de redundância", segundo o presidente da ANPC, "não foram registadas, até à presente data (22 de Junho), quaisquer avarias nas estações que lhes dão suporte".

 

Já o impacto da interrupção da rede SIRESP, de acordo com a ANPC, "fez-se sentir, sobretudo, ao nível do comando e controlo das operações, por não permitir, em tempo, o fluxo de informação entre os operacionais e o posto de comando".

 

Estas situações, acrescenta Joaquim Leitão, "foram supridas com recurso às redes redundantes já referidas, permitindo assegurar as comunicações associadas à operação".

 

Na resposta ao chefe do Governo, o presidente da ANPC refere que o incêndio de Pedrógão Grande foi registado no dia 17 de Junho, às 14:43, "com uma evolução muito rápida em todo o teatro de operações (TO), com excepcional necessidade de recurso às habituais redes de suporte às comunicações operacionais, SIRESP e ROB".

 

"De acordo com o registo no SADO, as primeiras falhas ao nível das comunicações, inclusive na rede GSM [de comunicações móveis], são registadas pelas 19:45 [de sábado]. Após esta hora, existem vários 'reports' de dificuldades sentidas ao nível global das comunicações, designadamente entre o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria e o Posto de Comando Operacional (PCO), instalado em Pedrógão Grande e entre este e os operacionais no terreno", adianta o presidente da Proteção Civil.

 

Perante este constrangimento, acrescenta o mesmo responsável, ao nível do PCO, "foi elaborado um novo plano de comunicações, baseado apenas na rede ROB, com a atribuição de canais de manobra, tácticos e de comando, garantindo a necessária interligação entre os três escalões da operação que estava em curso".

(Notícia actualizada às 20:52 com mais informação)

 




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mais votado Anónimo 24.06.2017

Esta tragédia é sintomática da quebra do investimento público em bens de capital, numa altura em que o investimento público em % do PIB em Portugal atingiu um mínimo desde 1960. Não fazer uma boa gestão de recursos humanos promovendo o excedentarismo e fazendo do despedimento um tabu, dá nisto.

comentários mais recentes
Anónimo 26.06.2017

Imaginar que o Líder da Oposição vem á Comunicação Social dizer que já há Suicídios naquela terra, pedido pelo jornalista para concretizar, Limitou-se a perguntar aquela senhora, do seu governo, que parece que tem um elástico para abanar a cabeça, se não tinha alguém falado nisso, a senhora abanou a

Anónimo 24.06.2017

Povo abram os olhos, os "criminosos" governamentais fazem tudo para distrair: siresp, eucaliptos, matas, limpezas, trovoadas secas ...

silva 24.06.2017

O SIESP não falhou, sejam honestos ele foi uma fraude de 600 milhões, usurário, ineficaz e criminoso. Haja um dia justiça.

Anónimo 24.06.2017

Esta tragédia é sintomática da quebra do investimento público em bens de capital, numa altura em que o investimento público em % do PIB em Portugal atingiu um mínimo desde 1960. Não fazer uma boa gestão de recursos humanos promovendo o excedentarismo e fazendo do despedimento um tabu, dá nisto.

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