Segurança Social Pensões: Governo aprova fim dos cortes para carreiras muito longas

Pensões: Governo aprova fim dos cortes para carreiras muito longas

Novas regras aplicam-se a partir de Outubro à Segurança Social e à Caixa Geral de Aposentações (CGA).
A carregar o vídeo ...
Catarina Almeida Pereira 24 de agosto de 2017 às 13:26

O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, o fim dos cortes para muito longas carreiras contributivas. As novas regras aplicam-se à Segurança Social e à Caixa Geral de Aposentações (CGA) a partir de Outubro.

 

A ideia é eliminar as penalizações para quem tenha uma carreira de 48 anos; ou que, tendo 46 de carreira tenha começado a descontar aos 14 anos ou antes. Nos dois casos é necessário que a pessoa tenha mais de 60 anos de idade.

Quem cumprir as condições vai deixar de sofrer o impacto do factor de sustentabilidade, bem como a redução de 0,5% por cada mês que falta.


"Trata-se de criar um regime excepcional para trabalhadores com muito longas carreiras contributivas", afirmou o Vieira da Silva. "São pessoas que começaram a trabalhar com uma idade que hoje se considera o trabalho infantil", acrescentou, referindo que a sociedade está em "dívida" com estas pessoas.

15 mil potenciais abrangidos, 750 na CGA

Na conferência de imprensa posterior ao Conselho de Ministros Vieira da Silva indicou que as alterações terão um impacto de 50 milhões de euros por cada ano completo.

As novas regras abrangem um universo potencial máximo de cerca de 15 mil pessoas até ao final de 2018, que não se alterou muito com o alargamento do regime à CGA, onde as pessoas terão tendencialmente carreiras mais curtas.

Segundo Vieira da Silva há cerca de 750 pessoas abrangidas no regime de protecção social convergente, ou seja, o dos funcionários públicos. "A grande maioria tem a ver com o regime geral da Segurança Social"

Alívio para as outras pensões antecipadas sem data marcada

O Governo chegou também a anunciar a redução dos cortes para a restantes pensões antecipadas, as de quem tem até 45 anos. Mais tarde revelou que isso seria feito por fases.

A expectativa era que o debate em concertação social sobre esta nova fase da reforma, que deverá abranger mais pensionistas, avançasse em Setembro em concertação social.

Em declarações aos jornalistas, esta quinta-feira, Vieira da Silva não deu certezas sobre quando avança esta fase.

Referindo que não retira o tema da agenda da concertação social, também afirmou que os próximos tempos vão ficar marcados pelas negociações do orçamento do Estado, sem se comprometer com datas.

Notícia em actualização

 




A sua opinião8
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 24.08.2017

Caro Negócios, convém elucidar o povo deste cantinho à beira mar plantado sobre o facto de cinco dos seis sistemas públicos de pensões do Reino Unido não terem dinheiro para pagar os benefícios que prometeram aos beneficiários ou que os beneficiários prometeram a si mesmos numa atitude que teve tanto de tresloucada como de presunçosa. E no UK as medidas que se impõem começam a ser tomadas... Cá a situação em nada é melhor. E reestruturar o sistema só quando aquele colapsar repentinamente deixando um penoso e desolado rasto de destruição em todos os sectores do Estado, da economia e da sociedade, tal como é hábito em terras lusas. "Five out of six of Britain’s “final salary” pension schemes do not have enough money to pay the pensions promised to workers, according to the latest official analysis of the £1.3 trillion sector." www.telegraph.co.uk/pensions-retirement/financial-planning/why-these-are-the-last-moments-of-britains-final-salary-pensions/

comentários mais recentes
Luis 25.08.2017

As redes sociais desmascararam o velho Silva e agora andam com estes expedientes para dar mais alguns rebuçados. Todos sabemos hoje da marosca da compra de votos à GNR, à PSP e aos militares, tendo havido uma discriminação positiva sem haver necessidade de anos de descontos. Como sabemos para votarem na mãozinha fechada ficou combinado que iriam para casa aos 55 anos com vencimento completo e que aos 60 teriam a pensão de aposentação completa sem cortes. Ora, como gastaram o que havia e o que ainda não havia agora andam com estas brincadeiras. Estas e outras como aquela do bónus extra aos trabalhadores da Carris com o dinheiro da CG de Aposentações para onde esses trabalhadores nunca descontaram. Estamos entregues à bicharada.

Olharapo 24.08.2017

48 anos descontos,+60 de idade, contam-se pelos dedos os portugueses normais com acesso á pensão sem cortes, Isto foi desenhado para amigos da classe politica que durante anos contava 2 por cada 1 a quem servia o estado,desde deputados a pres de junta. Conheço um caso que com 58 anos já ia com 50 SS

Anónimo 24.08.2017

O Anónimo registado, mais votado vem para aqui com a lenga lenga das pensões em Inglaterra mas esquece de referir que quando os fundos de pensões colapsaram foi o sistema público que o segurou... o mesmo que fez Portugal com os bancos privados não cotados e com outros cotados no nosso casino CMVM

Anónimo 24.08.2017

As autárquicas estão no papo...dá-se o que se tem e o que não se tem... é só subir mais uns impostos, coisa pouca!!!

ver mais comentários
pub