Pessimismo das famílias portuguesas bate novo recorde histórico (act.)
30 Julho 2008, 11:02 por Eva Gaspar | egaspar@negocios.pt
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O moral das famílias portugueses continua a afundar-se, a reboque da subida dos preços, da perda de poder de compra e da falta de perspectivas sobre a evolução da economia, tendo o pessimismo batido um novo recorde histórico em Julho, segundo revela o indicador de confiança do INE, hoje divulgado.
O “moral” das famílias portugueses continua a afundar-se, a reboque da subida dos preços, da perda de poder de compra e da falta de perspectivas sobre a evolução da economia, tendo o pessimismo batido um novo recorde histórico em Julho, segundo revela o indicador de confiança do INE, hoje divulgado.

Na nota que acompanha a actualização deste dado, o INE destaca que “o indicador de confiança dos consumidores prolongou a tendência descendente em Julho, registando o mínimo histórico para série iniciada em Junho de 1986”, ao cair para menos 47,2 que compara com uma leitura de menos 44,8 em Junho.

O instituto nacional de estatística sublinha ainda que a evolução observada neste mês resultou do andamento negativo de todas as componentes, excepto das expectativas de poupança que recuperaram ligeiramente.

Já a componente que registou o principal contributo negativo, à semelhança do sucedido em Junho, foi a de expectativas sobre a evolução económica do país. Por outras palavras, as famílias portuguesas continuam a não ver luz ao fundo do túnel para o fim da crise económica no País. E, simultaneamente, não perspectivam melhorias para a sua situação financeira – outra componente do índice que, neste mês, voltou a renovar um mínimo histórico.

Em paralelo, as perspectivas sobre a evolução do desemprego prolongaram a tendência ascendente iniciada em Março de 2007. A inflação e a consequente perda de poder de compra pesam também, e muito, no maior pessimismo das famílias. Segundo o INE, o saldo de respostas extremas das apreciações sobre a evolução passada dos preços aumentou pelo décimo mês consecutivo, atingindo o máximo histórico, com as perspectivas de evolução dos preços a apresentarem uma subida nos últimos três meses, depois de terem registado uma acentuada descida em Abril.

Neste contexto, também as expectativas sobre a compra de bens duradouros voltou a diminuir, pelo terceiro mês consecutivo, registando o mínimo desde Outubro de 1996. As opiniões sobre a poupança no momento actual, voltaram a registar o mínimo histórico da série (o mesmo valor de Março), depois de terem recuperado nos três meses anteriores.

Relativamente à informação adicional, recolhida trimestralmente, relacionada com as grandes despesas do agregado familiar – acrescente a nota do INE - as perspectivas de compra de carro e de casa e de realização de grandes gastos com melhoramentos na habitação deterioraram-se em Julho, registando mínimos históricos para as respectivas séries iniciadas em Janeiro de 1990.

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