Ambiente PEV quer acabar com venda de pratos, copos e talheres de plástico  

PEV quer acabar com venda de pratos, copos e talheres de plástico  

O Partido Ecologista "Os Verdes" entregou hoje um projecto de lei na Assembleia da República que pretende proibir a comercialização de "utensílios de refeição descartáveis em plástico convencional (à base de petróleo)".
PEV quer acabar com venda de pratos, copos e talheres de plástico  
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 18 de julho de 2017 às 16:11

"É proibida a comercialização, bem como a importação, de utensílios de refeição descartáveis em plástico", lê-se no artigo terceiro do projecto de lei, que dá aos operadores económicos um período de três anos para se adaptarem às novas regras, caso sejam aprovadas.

 

O diploma prevê, por outro lado, que o Governo apoie, em cooperação com os operadores económicos, "soluções alternativas para colocação no mercado de utensílios de refeição descartáveis produzidos a partir de matérias biodegradáveis ou compostáveis", promovendo ainda junto dos consumidores "incentivos à utilização de material não descartável, susceptível de reutilização".

 

Em comunicado, o PEV começa por recordar que, "em Portugal, como noutros países, a utilização de copos, talheres ou pratos descartáveis e feitos de plástico é muito comum em festas e eventos (públicos e privados) e encontram-se à venda de uma forma massiva", além de que os copos de plástico são "uma constante em máquinas automáticas de fornecimento de água, cafés e outras bebidas quentes presentes em locais de atendimento ao público, escritórios e noutros espaços".

 

Para os Verdes, existe "uma utilização muito generalizada desta loiça, que se caracteriza por usar e deitar fora, contribuindo para aumentos muito significativos de resíduos e para níveis de poluição que não são de menosprezar".

 

"O PEV considera que não temos muito mais tempo a perder, e que é tempo de responsabilizar todos os agentes para os desafios ambientais que temos pela frente, os quais, em bom rigor, se relacionam directamente com a qualidade de vida e a saúde dos seres humanos e de todas as dimensões de vida no Planeta", lê-se ainda no texto.




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comentários mais recentes
5640533 18.07.2017

Não se acabou com os sacos de plástico nos supermercados. Apenas tornaram-se pagos.

Anónimo 18.07.2017

sim, sim, mas que tal promoverem o veganismo (a indústria animal é mais poluente e destrutiva que as indústrias de veículos e combustíveis fósseis juntas) em vez de estarem com políticas da treta?

Politicos da treta 18.07.2017

Quer que Portugal dê o exemplo na diminuição da poluição quando os outros pouco se importam, faz lembrar quando há uns anos atrás também impediram a produção de energia nuclear, resultado os outros continuaram e enriqueceram por produzirem mais barato e nós empobrecemos por produzirmos mais caro.

Anónimo 18.07.2017

Em princípio não parece má ideia, seria certamente óptimo para o ambiente. Até do ponto de vista económico, o plástico/petróleo tem que ser importado enquanto que papel e cartão pode ser produzido ou reciclado cá. Mas vai ser muito difícil mudar os hábitos do tugas....

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