Justiça PGR: Despacho final do inquérito Operação Marquês em fase avançada de elaboração

PGR: Despacho final do inquérito Operação Marquês em fase avançada de elaboração

A procuradora-geral da República revelou hoje que o despacho final do inquérito Operação Marquês, envolvendo o ex-primeiro-ministro José Sócrates, está em "fase avançada de elaboração" e que o prazo fixado para a sua conclusão será cumprido.
PGR: Despacho final do inquérito Operação Marquês em fase avançada de elaboração
Lusa 29 de setembro de 2017 às 12:20

Joana Marques Vidal falava aos jornalistas à saída da sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, onde participou na abertura do Colóquio "Corrupção: Investigação e Julgamento".

 

Além de indicar que o despacho final do inquérito Operação Marquês está a ser finalizado e que o último prazo fixado (20 de Novembro) para a sua conclusão será cumprido, a PGR revelou que a equipa de procuradores que investiga o caso integra já um magistrado designado para assumir a representação do Ministério Público (MP) em julgamento, na eventualidade de o caso chegar à barra dos tribunais.

 

"Já há muito tempo que foi designado para a equipa (de procuradores) da Operação Marquês um magistrado que vai assumir o julgamento", disse Joana Marques Vidal, ressalvando que isso, obviamente, na eventualidade de haver acusação e o processo chegar ao tribunal.

 

A PGR notou que pretende que essa metodologia seja regularmente aplicada aos casos de criminalidade económica mais complexa, observando que no julgamento do processo Vistos Gold quem está a assumir a representação do MP é um magistrado que foi designado para o efeito ainda na fase de investigação/inquérito.

 

Na abertura do Congresso, Joana Marques Vidal realçou a necessidade de o MP apostar, nas investigações mais complexas sobre corrupção e criminalidade económico-financeira, em equipas mistas que integrem não só outros órgãos de polícia criminal, mas também entidades que disponham de conhecimento aprofundado sobre determinadas matérias específicas.

 

Assim, além da colaboração da Polícia Judiciária, PSP, GNR, Autoridade Tributária, a PGR entende que o MP deve procurar, nessas investigações mais difíceis e complexas, o conhecimento técnico de elementos do banco de Portugal e da CMVM, por exemplo.

 




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comentários mais recentes
Anónimo 29.09.2017

Mais umas voltas e processo será arquivado, sem provas. E assim o PS terá maioria absoluta. Do Melancia a Socras o PS é o partido que mais saca, do erário público.

Camponio da beira 29.09.2017

Importem mão de obra especializada na justiça, dos EUA ou norte da Europa e este processo resolve-se em meio ano., com uma prisão perpétua.

Criador de Touros 29.09.2017

Para que não restem dúvidas: queria eu dizer que as mães que trabalham deveriam ficar em casa nos primeiros cinco anos dos filhos a velar pela educação deles. Subsidiadas pelo Estado !!... Mas este governo de esquerda que temos não percebe nada de nada.E assim se vão perdendo os valores familiares e a boa educação. Filhos e psis levam vidas paralelas, não conjuntas, na maior parte dos casos. Este é um problema grave do nosso país: as pessoas não possuem princípios éticos razoáveis que os levem a fazer saudáveis e benéficas opções políticas ao nível dos países do norte da Europa. A educação do sul da Europa, portuguesa, é deficiente. E políticos como o Pinócrates e outros parecidos aproveitam-se disso. Esta é uma concepção ética republicana e de esquerda que tem dado muitos maus resultados em Portugal. Os resultados estão à vista.

Criador de Touros 29.09.2017

A PGR está de parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido, trabalho difícil sujeito a muitas pressões políticas, económicas e outras. Já em 2005 eu tinha o claro pressentimento, pelo que lia às vezes nos jornais, e um ou outro zum-zum, que o Pinócrates poderia ser constituído arguido, acusado e condenado. Para mim será a primeira grande vitória da democracia portuguesa. Sem justiça não há democracia. Outro famosíssimo político da mesma área, de esquerda, esteve quase a passar pelo mesmo, mas como estava sentado na cadeira do poder, safou-se. A democracia portuguesa é de facto muito frágil e a educação cívica dos portugueses é muito medíocre, se não Portugal seria um país de grande sucesso, mas em vez disso já teve 3 bancarrotas, todas de esquerda.Outro facto chocante para mim, mas noutro quadrante, ainda dentro da qualidade da democracia portuguesa, tem a ver com o facto de as mães que trabalham não terem hipótese legal de acompanharem a educação dos filhos nos primeiros anos de vida das crianças, como acontece em países do norte da Europa, nos primeiros cinco anos da criança. Esta cultura de esquerda republicana promove a educação de Estado em desfavor da educação familiar, o que tem provocado graves fracturas na sociedade portuguesa que só os mais incultos e desatentos não têm percebido. A democracia esquerdista republicana que temos é de facto rasca, muito primitiva e nada recomendável. Veremos se agora no caso Pinócrates funcionará.A todos os magistrados envolvidos desejo o maior sucesso.

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