Política PGR está a "recolher elementos" sobre viagens de autarcas à sede da Microsoft

PGR está a "recolher elementos" sobre viagens de autarcas à sede da Microsoft

A Procuradoria-Geral da República (PGR) está a "recolher elementos" sobre alegadas viagens de dezenas de autarcas à sede da Microsoft, nos Estados Unidos, desde 2011, a convite da empresa, que tem vindo a vender serviços aos municípios.
PGR está a "recolher elementos" sobre viagens de autarcas à sede da Microsoft
Bruno Simão/Negócios
Lusa 06 de setembro de 2017 às 22:00

Instada a comentar a notícia publicada pelo jornal i na sua edição de hoje, fonte oficial da PGR admitiu à Agência Lusa que a Procuradoria se encontra a "recolher elementos sobre a matéria".

 

O jornal i chamou hoje a manchete um trabalho a que deu o título: "O Polvo Laranja da Microsoft", em que noticiou que a gigante da informática "tem vindo a convidar autarcas para viajar até à sede da multinacional em Seattle, com apoio nas despesas", tendo "Mauro Xavier e Pedro Duarte, quadros da Microsoft e do PSD", sido "responsáveis por endereçar os convites".

 

Instado a comentar a notícia, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou necessário haver um "esclarecimento cabal" sobre estas viagens polémicas alegadamente pagas por multinacionais e a penalização de quem não cumpre a lei.

 

Confrontado com a indicação de que os autarcas visados na notícia serem maioritariamente social-democratas, Passos Coelho afirmou não ter "nenhuma ideia" sobre isso. "É verdade que há grandes empresas, nomeadamente multinacionais, que têm essa abordagem de natureza comercial", acrescentou o presidente do PSD em declarações em Aguiar da Beira.

 

Segundo Passos Coelho, deve haver investigação do Ministério Público, "para que todos possam ter noção do que deve ser feito e do que não deve ser feito", e deve ser penalizado "quem não cumpriu as regras que estão prescritas na lei". "O resto é um debate que eu acho que é importante um dia fazer-se em Portugal sobre a forma como muitas vezes estas empresas actuam", disse.




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