Economia Pina Moura: Crise europeia é um "obstáculo poderoso e grave" para a resolução "rápida" dos problemas

Pina Moura: Crise europeia é um "obstáculo poderoso e grave" para a resolução "rápida" dos problemas

O antigo ministro Pina Moura considerou hoje que a crise vivida na União Europeia (UE) é um "obstáculo poderoso e grave" para a resolução dos problemas económicos do país, mas acredita que as dificuldades serão ultrapassadas.
Lusa 30 de Janeiro de 2012 às 13:33
"A crise da UE e na UE constitui um obstáculo poderoso e grave para uma redução mais rápida dos problemas portugueses", defendeu hoje Pina Moura, na Guarda, onde participou na conferência "Portugal - A soma das partes: As economias como factor de desenvolvimento", organizada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, em parceria com a TSF e o Jornal de Notícias.

O antigo ministro disse que "não há alternativa" às medidas de política económicas definidas pelo actual governo, assumindo que o caminho a percorrer "tem que ser pedregoso e duro, mas tem que ser feito".

Considerou que as linhas gerais e a aplicação prática da política económica defendida e definida pelo executivo de Passos Coelho "responde a essa necessidade de termos finanças públicas sãs previamente à resolução de todos os outros problemas económicos que são graves e estão presentes na situação portuguesa".

Acrescentou que, "não obstante serem medidas muito lesivas do bem-estar imediato para largos sectores da nossa população, a verdade é que tem que ser esse caminho prioritário a criar condições para o relançamento e para o crescimento da economia".

Observou que o quadro de crise vivido na UE não é favorável à situação, lembrando que, no final dos anos de 1990 "houve um tempo em que Portugal estava frágil economicamente mas a UE estava pujante", situação que permitiu atingir "um progresso notável".

Também alertou que a reestruturação económica de Portugal "demorará bastante tempo a produzir efeitos", sem avançar com horizontes temporais, vaticinando apenas que será "um período de tempo largo, virado para a transformação da sociedade e da economia portuguesa".

Pina Moura lembrou ainda, em declarações aos jornalistas, que as dificuldades atuais, no domínio macroeconómico, "não resultam nem de cinco, nem de seis, nem de sete anos de dificuldades e, em alguns casos, de políticas erradas".

No encontro hoje realizado na Guarda, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, que reuniu técnicos oficiais de contas, empresários, autarcas e forças vivas do distrito, também participaram os deputados Paulo Campos (PS) e Carlos Peixoto (PSD), que discutiram "O valor e os valores da região".

Paulo Campos considerou que a região deve apostar na produção florestal e defendeu o regresso à terra, enquanto que Carlos Peixoto pediu um "choque fiscal" para o interior, com medidas de discriminação positiva.



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rigno manuel Há 2 semanas

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flavito 30.01.2012

Subscrevo,na íntegra, o seu comentário.

Anónimo 30.01.2012

Vivemos num país permissivo com a corrupção, a desonestidade e a irresponsabilidade política, com uma democracia submissa aos interesses partidários e com uma justiça que não funciona. Contudo, são muitos os que se aproveitam e poucos os que procuram resistir e combater estes males. O primeiro livro da 100editora.net apela à consciência individual de cada cidadão honesto, enquanto a plataforma231.net disponibiliza uma ferramenta preciosa ao serviço da cidadania. Duas propostas para todos aqueles que consideram que o exercício do direito de voto não pode ser a única forma do cidadão participar na democracia

Anónimo 30.01.2012

Reconhece que as dificuldades actuais resultam da sua incompetência.Sabe que tudo começou quando o "Joaquinzinho" era o super ministro, finanças e Economia. Não perdeu a oportunidade do "tacho" Iberdrola!

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