Justiça PJ faz buscas na Santa Casa por supeita de crime de participação económica em negócio

PJ faz buscas na Santa Casa por supeita de crime de participação económica em negócio

Judiciária está a investigar suspeitas de favorecimento em ajustes directos e outros contratos públicos, noticiou o Diário de Notícias.
PJ faz buscas na Santa Casa por supeita de crime de participação económica em negócio
Correio da Manhã
Negócios 07 de dezembro de 2016 às 15:14

Inspectores da Unidade Nacional Contra a Corrupção efectuaram buscas na sede da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, devido a suspeitas de favorecimento em ajustes directos e outros contratos públicos.

 

De acordo com o Diário de Notícias, as buscas aconteceram hoje e visaram também a casa da administradora da instituição Helena Lopes da Costa, antiga vereadora na Câmara Municipal de Lisboa.

 

De acordo com a Lusa, que também avança com a notícia, em causa está o fracionamento dos contratos, para evitar o lançamento de concursos públicos e permitir ajustes diretos, estando também em investigação o alegado favorecimento de empresas.

Numa nota enviada à agência de notícias, a Santa Casa confirmou que "foram efectuadas, esta manhã, buscas pela Polícia Judiciária, no âmbito de uma investigação a alguns processos aquisitivos, numa área específica da SCML".

"A administração da SCML deu orientações aos seus serviços para colaborarem com as autoridades", lê-se na nota.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), também citada pela Lusa, no inquérito investigam-se suspeitas de "aquisição de bens e serviços pela SCML com recurso a contratação por ajuste direto a empresas com relações a trabalhadores e órgãos daquela instituição".

Com esta prática, adianta a PGDL, beneficiavam indevidamente aquelas empresas e aqueles trabalhadores "em detrimento das regras que presidem ao regular funcionamento do mercado".

A PGDL indica que estão em curso nove buscas domiciliárias, duas buscas a local de trabalho de advogado e quatro buscas não domiciliárias, num inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, em colaboração com a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ.

Na operação participam dois magistrados do MP, mais de quatro dezenas de elementos da Polícia Judiciária e oito peritos da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística e da Unidade de Tecnologia e Informação da PJ.

De acordo com a PGDL, o inquérito não tem arguidos constituídos.


(notícia actualizada com declaração da PGDL)

 


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mais votado Legru 07.12.2016

O truque de fracionar uma obra para evitar que tenha de ser submetido ao TC é conhecido e utilizado pela maioria dos nossos municípios.
Quanto ao benefício de determinada empresa, a provar-se, deve ser julgado e condenado com mão pesada.

comentários mais recentes
Anónimo 07.12.2016

Neste país não há moral nenhuma para com os mais desfavorecidos, na Cruz Vermelha até uma Juíza roubada para pagar a 2 advogadas para ela e por ela contratada.

Pedro Pereira 07.12.2016

Não me digam que o Santana Flopes, anda a roubar os rabos de bacalhau e o azeite martelado, para os pobrezinhos.

Qual o partido a que pertencem ? 07.12.2016

Quando me falam em casos de corrupção eu avanço logo com o nome de um partido. E nunca falho. A que partido pertencem estas personagens ? Qual é ? Não digo. Investiguem. É facil.

Ex.votante PSD 07.12.2016

Isto com costa e a geringonça vai piar fino,o povo anda a ser roubado á muito com os eucaliptos gordos e tem que acabar com o roubo dos nossos impostos força geringonça o povo agradece.

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