União Europeia Plano Juncker já aprovou fundos de 645 milhões para Portugal

Plano Juncker já aprovou fundos de 645 milhões para Portugal

São 11 os projectos aprovados até agora para Portugal no âmbito do Plano de Investimento para a Europa. A luz verde de Bruxelas deverá alavancar investimentos de cerca de 1,6 mil milhões de euros no país.
Plano Juncker já aprovou fundos de 645 milhões para Portugal
Reuters
Negócios com Lusa 29 de Novembro de 2016 às 10:50
A Comissão Europeia divulgou hoje terem já sido aprovados projectos no âmbito do "Plano Juncker" no total de 154 mil milhões de euros em 27 estados membros, defendendo a urgência de aprovar o prolongamento e duplicação dos apoios.

Em Portugal foram já aprovados 645 milhões de euros de fundos EFSI para alavancar investimentos de cerca de 1,6 mil milhões de euros relativos a 11 projectos.

"Ficamos muito surpreendidos com a procura" aos fundos do plano, afirmou vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, numa conferência de imprensa durante a qual referiu as "380 mil PME que já podem beneficiar de financiamento" ao abrigo deste programa, bem como os cerca de 240 acordos já celebrados entre bancos intermediários e o Fundo EFSI criado.

Entre projectos de Pequenas e Médias Empresas (PME) e Infraestruturas, foram já aprovados acordos em 27 dos 28 estados membros que podem mobilizar até 154 mil milhões de euros, 60% dos quais correspondem a investimento privado.

Segundo o vice-presidente da CE destacou que o Fundo Europeu para os Investimentos Estratégicos (FEIE ou EFSI, na sigla em inglês) "funciona como tinha sido previsto" e "não há falta de liquidez".

Com base nas recentes três avaliações positivas feitas ao Plano de Investimento para a Europa, (conhecido como Plano 'Juncker' por ter sido lançado pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker), a Comissão defende a necessidade de aprovar o prolongamento das medidas, apelando ao Parlamento Europeu nesse sentido.

"Estas três avaliações [feitas pela Comissão, o BEI e a Ernst & Young] reforçam a necessidade de tornar o EFSI mais sólido, o que vai de encontro à proposta do EFSI 2.0", destacou Katainen.

Em Setembro deste ano, Jean-Claude Juncker, propôs um plano 2.0 de aumento da duração e de capacidade do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, para numa primeira fase mobilizar 500 mil milhões até 2020 e, numa segunda, chegar aos 630 mil milhões até 2022.

"A nossa proposta permitirá ao BEI financiar projectos até aos 100 mil milhões de euros [num prazo de cinco anos] e isso mobilizará um investimento adicional de 500 mil milhões de euros", assinalou o vice-presidente da Comissão segundo o qual, numa análise por PIB, o país que mais beneficiou até agora do Plano de Investimento foi a Estónia, estando Portugal em oitavo lugar.

Até ao momento só um dos 28 estados membros não tem aprovado nenhum projecto, o Chipre.

A Comissão Europeia aguarda agora o debate de Dezembro ECOFIN sobre o assunto e espera uma votação do Parlamento Europeu em Fevereiro.

"Se tudo avançar bem (...) a legislação [para o prolongamento do plano] poderá ser aprovada no fim de maio", assinalou Katainen.

O Plano de Investimento para a Europa, conhecido como Plano 'Juncker' por ter sido lançado pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, é um instrumento financeiro através do qual a CE esperava mobilizar 315 mil milhões de euros em três anos para dinamizar a economia europeia.



A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 6 dias


IGUALDADE PARA TODOS

Os cortes nas PENSÕES ATUAIS devem, obrigatoriamente, ser IGUAIS aos cortes nas PENSÕES FUTURAS!

comentários mais recentes
Anónimo Há 6 dias


PS - PCP - BE - e seus apoiantes - ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


400 milhões de Euros para aumentar as pensões baixas, são migalhas em comparação com...

os mais de 4600 milhões de euros que o Estado vai injetar, em 2017 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o financiamento do buraco anual das pensões dos FP-CGA.

José Silva Há 6 dias

A maior fatia do plano Juncker de investimentos ficou nos paises ricos do costume . Só as migalhas chegam à periferia . Ditadura de Bruxelas.

Anónimo Há 6 dias


IGUALDADE PARA TODOS

Os cortes nas PENSÕES ATUAIS devem, obrigatoriamente, ser IGUAIS aos cortes nas PENSÕES FUTURAS!

pub