Economia Polícia ameaçada com 31 mil folgas de sindicalistas

Polícia ameaçada com 31 mil folgas de sindicalistas

O número crescente de sindicatos da PSP, a caminho da dúzia e meia, constitui uma ameaça à operacionalidade desta força policial, com mais de 2.800 dirigentes e delegados sindicais a terem direito por lei a dispensa de serviço para estas funções. Foram registadas 31.153 folgas no ano passado.
Polícia ameaçada com 31 mil folgas de sindicalistas
Bruno Simão
Negócios 31 de dezembro de 2017 às 11:59

No final do ano passado, a Polícia de Segurança Pública (PSP) tinha 14 sindicatos, mas este ano o número já aumentou para 15 e em marcha está já a criação do décimo sexto.

 

A quantidade de sindicatos existentes na PSP constitui uma forte ameaça à operacionalidade desta força policial, tendo em conta o número crescente de dirigentes e delegados que têm direito por lei a dispensa de serviço pela actividade sindical, avança o "Jornal de Notícias" na edição deste domingo, 31 de Dezembro.

 

Daí que, devido ao período crítico do Natal e Ano Novo, o Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) tenha decidido, de acordo com a informação constante no seu site, proibir os seus associados de usarem as "dispensas de serviço para actividade sindical entre 22 de Dezembro de 2017 e 2 de Janeiro de 2018".

 

No ano passado, refere o mesmo diário, foram registadas 31.153 folgas justificadas para actividades sindicais, com base numa legislação desajustada da realidade.

 

"Não faz sentido a forma como as coisas se encontram", pelo que "é preciso alterar rapidamente a legislação anterior", alerta Mário Andrade, presidente do SPP, em declarações ao "JN".

 

"Como a lei está, até uma simples esquadra pode criar um sindicato, E claro que, correspondentemente, surgem os dirigentes e os delegados sindicais. Isto descredibiliza a actividade sindical", reconhece Paulo Rodrigues, presidente da ASPP, o maior sindicato na PSP.

 

A lei permite que os dirigentes tenham quatro dias por mês e os delegados 12 horas mensais para o desempenho destas funções.

 

A proposta para a nova legislação que poderá alterar este cenário está parada há mais de um ano na Assembleia da República.

 

A "Proposta de Lei 46 XIII" chegou ao Parlamento em Novembro do ano passado, pela mão da anterior ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, mas não tem ainda sequer debate agendado.

 

Essa proposta de lei prevê a criação de uma fórmula de proporcionalidade em que o gozo dos quatro dias fica limitado a um dirigente por cada 200 associados.




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mais votado Anónimo 31.12.2017

É só xular. Temos um país cheio de chulos!!!!

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Anónimo 02.01.2018

SE ISTO É UM PAÍS DE CHULOS E PARASITAS, POR QUE NÃO PODE HAVER MAIS UMAS CENTENAS DE POLÍCIAS CHULOS E PARASITAS ??????????????????? HAJA MAIS UNS QUANTOS SINDICATOS NA POLÍCIA. PORQUE SE QUEIXAM AGORA ???????? NÃO DEIXARAM CRIAR SINDICATOS NA POLICIA ???? AGORA AGUENTEM..............

Zeca 02.01.2018

Os sindicatos são o cancro da nossa sociedade laboral, composto por oportunistas que por norma são maus profissionais e vivem a custa da demagogia e da manipulação dos trabalhadores, muitos deles pura e simplesmente não exercem a profissão à anos....

Anónimo 02.01.2018

CAMBADA DE PARASITAS HÁ QUE ACABAR COM ESTES PARASITAS E OS DOS PARTIDOS MINORITÁRIOS TAMBÉM

Anónimo 01.01.2018

A Polícia é um corpo policial onde os indivíduos que fazem dela parte gostam de servir na segurança das populações. Existe um regulamento disciplinar democrático e educação e respeito na hierarquia policial. Os seus agentes são disciplinados e não olham a sacrifícios como se viu na noite passada.

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