Américas Polícia secreta da Venezuela leva líderes da oposição para parte incerta

Polícia secreta da Venezuela leva líderes da oposição para parte incerta

Os opositores Leopoldo López e Antonio Ladezma, que se encontravam em regime de prisão domiciliária, foram levados para parte incerta pelos serviços de informações do regime, disseram hoje fontes próximas dos dois detidos.
Polícia secreta da Venezuela leva líderes da oposição para parte incerta
Reuters
Lusa 01 de agosto de 2017 às 09:06
"Acabam de levar Leopoldo de casa. Não sabemos onde está, nem para onde o levaram. (Nicolas) Maduro é o responsável se alguma coisa lhe acontecer", escreveu Lilian Tintori, mulher de Lopez, na rede social Twitter.

Por outro lado, o deputado Ricardo Blanco, coordenador do partido Alianza Bravo Pueblo (ABP) difundiu também através do Twitter que o Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) "levou o Ladezma" durante a madrugada.

Alguns dirigentes do Voluntad Popular (VP), o partido de Leopoldo López, assim como o ABP, o partido de Antonio Ladezma, reiteraram as mesmas informações responsabilizando o presidente Nicolás Maduro pela integridade física dos dois membros da oposição e sublinhando que desconhecem o local para onde foram transportados.

Vários representantes da coligação da oposição -- Mesa de Unidade Democrática (MUD) -- difundiram igualmente através da rede social Twitter uma gravação vídeo que mostra Ledezma de pijama a ser levado da casa onde se encontrava detido desde 2015.



O registo vídeo mostra os elementos do Sebin e uma camioneta utilizada para transportar Ladezma.

Uma fonte próxima de López confirmou à agência EFE que funcionários do Sebin levaram o opositor da casa onde se encontrava preso desde o passado dia 8 de Julho. Circula um vídeo nas redes sociais com o momento em que Leopoldo López terá sido detido pelo Sebin.



Poucas horas antes, o líder do ABP tinha recusado a proposta do chefe de Estado que pedia para a oposição concorrer às próximas eleições locais, previstas para o final do ano.

"Não imagino ninguém que seja leal à luta a inscrever-se, numa fila indiana, para esse Conselho Nacional Eleitoral (CNE), já aguentamos muito com esta CNE que foi protagonista, no domingo, de uma fraude grosseira", referia Ladezma através das redes sociais, pouco antes de ser levado para parte incerta pelos serviços de informações.

Ladezma foi detido em Fevereiro de 2015 depois de ter sido acusado de conspiração.

Após dois meses na prisão militar de Ramo Verde foi-lhe atribuída "uma medida cautelar que substitui a liberdade" e, por motivos de saúde, foi-lhe atribuído o regime prisão domiciliária.

Ladezma ainda não foi condenado, quase dois anos e meio depois da detenção.

López esteve na mesma prisão militar durante três anos, onde foi torturado várias vezes, segundo denunciaram os advogados do membro da oposição.



A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 01.08.2017

COM A COMUNADA É SEMPRE A MESMA HISTÓRIA!!! QUANDO CONSEGUEM CHEGAR AO PODER SÓ SAEM DE LÁ À FORÇA!!! GRANDES "DEMOCRATAS"!!! NESTE DESGRAÇADO PAIS CERCA DE 20% DOS VOTANTES SÃO "DEMOCRATAS" DESTE CALIBRE!!! TEMOS QUE ESTAR MUITO ATENTOS PARA NÃO DEIXARMOS ESTE PAÍS DERIVAR PARA UMA DITADURA, JÁ ESTEVE MAIS LONGE!!!

comentários mais recentes
Anónimo 01.08.2017

Maldito Maduro, malditos os amigos de Maduro, autenticos ladrões, traficantes de droga, lavadores de 800 mil milhões de dolares das FARC, o povo venezuelano regressaram ao nivel de vida de miseria e fome..não passa de um porco nogento...Deus queira que tenha o mesmo fim de KADAFI.

Anónimo 01.08.2017

Quero deixar uma modesta palavra de solidariedade para com estes dirigentes presos bem como todos os que lutam nas ruas contra a ditadura socialista/comunista. São uns herois, um bem haja para todos vocês.

Anónimo 01.08.2017

COM A COMUNADA É SEMPRE A MESMA HISTÓRIA!!! QUANDO CONSEGUEM CHEGAR AO PODER SÓ SAEM DE LÁ À FORÇA!!! GRANDES "DEMOCRATAS"!!! NESTE DESGRAÇADO PAIS CERCA DE 20% DOS VOTANTES SÃO "DEMOCRATAS" DESTE CALIBRE!!! TEMOS QUE ESTAR MUITO ATENTOS PARA NÃO DEIXARMOS ESTE PAÍS DERIVAR PARA UMA DITADURA, JÁ ESTEVE MAIS LONGE!!!

Anónimo 01.08.2017

Este foi o exemplo de umas eleições livres de qualquer manifestação opositora e fica como paradigma das futuras eleições só entre comunistas obedientes ao regime. Assim era no tempo do Salazar: eleições sim mas com partido único que nesse então se chamava partido de união nacional.

pub