Economia Polícias e militares exigem progredir como os professores

Polícias e militares exigem progredir como os professores

As associações profissionais dos polícias e dos oficiais das Forças Armadas exigem as mesmas condições acordadas pelo Governo com os professores relativamente à contagem do tempo de serviço prestado durante os anos de congelamento de carreiras.
Polícias e militares exigem progredir como os professores
Bruno Simão
Negócios 18 de novembro de 2017 às 12:37

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) enviou uma carta ao primeiro-ministro a exigir que estes não sejam discriminados em relação à contagem do tempo de serviço para a progressão da carreira acordado pelo Governo com os sindicatos dos professores.

 

"Há uma dinâmica de negociações com os professores e achámos por bem enviar uma carta onde chamamos a atenção: estamos na mesma situação e não fomos chamados para negociar", disse Paulo Rodrigues, presidente da ASPP/PSP, em declarações ao jornal Público.

 

"Não me passa pela cabeça que o Governo vá tratar de forma diferente os profissionais da polícia", afirmou o mesmo responsável, sublinhando que "a situação dos professores é semelhante" à dos polícias.

 

Os militares, que também têm olhado para as negociações do Governo com os professores "com muito interesse", também dizem esperar que, "por uma questão de igualdade, aquilo que vier a ser conseguido pelos professores seja consagrado para os militares", afirmou António Mota, da Associação de Oficiais das Forças Armadas, ainda em declarações ao Público.

 

Governo e sindicatos da educação chegaram na madrugada deste sábado, 18 de Novembro, a um compromisso, que durante dez horas esteve pendente da discussão de pormenores, mas que conseguiu avanços e permite continuar negociações em Dezembro sem comprometer nenhuma reivindicação dos professores.

 

O compromisso prevê a recuperação do tempo de serviço dos professores e o início da reposição salarial ainda na presente legislatura, prevendo-se, segundo o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, "que o encerramento desta recuperação seja na legislatura seguinte, até para não ser um prazo muito largo".




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