Economia Polícias satisfeitos com criação de excepção à Lei Geral da Função Pública

Polícias satisfeitos com criação de excepção à Lei Geral da Função Pública

Partidos da maioria apresentam uma proposta de alteração para deixar os agentes da PSP de fora das regras laborais da Função Pública. Polícias aplaudem decisão que vai ao encontro daquela que era uma das suas principais reivindicações.
Polícias satisfeitos com criação de excepção à Lei Geral da Função Pública
Correio da Manhã
Marlene Carriço 24 de janeiro de 2014 às 14:34

Os polícias de segurança pública receberam esta sexta-feira com agrado a notícia de que irão ficar de fora da aplicação da nova Lei Geral do trabalho em funções públicas. Agora aguardam as negociações em torno do Estatuto.

 

“Vejo com satisfação pois esta era uma das principais reivindicações dos polícias e interfere com outras questões como os estatutos”, referiu ao Negócios Paulo Rodrigues, presidente do maior sindicato dos polícias, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP).

 

Também Henrique Figueiredo, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia (SNOP), vê “de forma muito positiva esta decisão”. É não só um primeiro passo, como a resolução por si só de algumas questões que constituíam reivindicações dos polícias”, disse ao Negócios.

 

A criação desta excepção à Lei Geral é porém “o primeiro passo”. “O Estatuto tem que concretizar algumas das matérias onde se deve considerar excepcional a actividade destes profissionais”, continuou o comissário, que defende a reposição das 36 horas semanais de trabalho.

 

Henrique Figueiredo frisou ainda que é preciso perceber que “não estamos a sair do inferno para ir para o paraíso. A Lei Geral também tem coisas boas, nomeadamente o pagamento de horas extraordinárias. Não é uma questão de ficarmos melhor ou pior mas ser o mais adequado e o que tiver de ser comum à Lei Geral há-de ser comum”, esclareceu.

 

Há anos que os sindicatos das forças policiais de segurança pública exigiam ser retirados da Lei Geral da Função Pública, tal como os militares e guardas nacionais republicanos. Quando estavam na oposição, PSD e CDS apoiavam a reivindicação, mas o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, enfrentou algumas barreiras no Conselho de Ministros, acabando por incluir os polícias como “corpo especial”. Esta sexta-feira porém os partidos da maioria apresentaram uma proposta de alteração à Lei, que deixa de fora os polícias.


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mais votado joaopires5 24.01.2014

SE NÃO SÃO FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PORQUE RAZÃO NÃO SE VÊ UM ÚNICO POLICIA A PÉ EM PATRULHA, À NOITE?????????? SÓ DE PÓPÓ A PASEAREM-SE NA BICA, CASA, ETC...

comentários mais recentes
Anónimo 28.01.2014

Os partidos da maioria acharam e bem que os policias da PSP não deviam ser iguais aos demais funcionários públicos, por que ser policia nada tem a ver com o serviço de funções publicas no geral, por mais exigentes que seja, mas acharem que basta ter crachá e usar barrete para ter estatuto especial como policia é uma aberração e mostra a cobardia politica.
Os responsáveis sindicais o que querem é tacho, o contrário não havia tantos sindicatos na policia, são uns oportunistas, e pensam apenas nas cotas dos associados, depois o direitos para os sindicalizados são iguais, independentemente das funções que desempenham.
Os policias da PSP dizem querer estatuto como os militares das forças armadas e da GNR, foram assim até 1983, até ai eram contra, mas os policias da PSP sempre foram na categoria de forças policias o mais beneficiados, nos vencimentos, nas carreiras, nas condições de trabalho, nos horários, que em 1983 já faziam só 36 horas por semana, nesse horário faziam a fazem serviços de gratificado que são pagos por fora e podiam recusar aqueles que lhes não interessava, pelo horário e pelo valor pago, enquanto que.
Os militares da GNR, em 1983, perderam o suplemento de condição militar, que recebiam até essa data, para receberem o suplemento das forças de segurança igual à PSP que nessa data deixou de ser militarizada, ficando os militares da GNR prejudicados por que continuaram com a dupla função de militares e policias e recebem apenas um suplemento como a PSP que apenas tem uma função de Policias, desde essa data a GNR está prejudicada atualmente em relação aos militares da forças armas, que no inicio o suplemento da condição militar tinhas 2,5% de diferença e atualmente é igual ao suplementos das forças de segurança e este apenas são militares e não policia.
Por tudo isto a PSP que não se queixe, olhem para as diferenças internas, de secretaria e todos os administrativos, com sábados, domingos e feriados, podem perderem algumas horas noturna em algum serviço interno, por mês, têm as mesmas regalias que aqueles que diariamente enfrentam as adversidades do tempo e da sociedade, de dia ou de noite, este factos são a mesma prática GNR, desde que usem um barrete e um crachá tem todos os mesmo direitos independentemente das função que desempenhem.
Quanto aos horários, desde meados da década de 1990, tem~se aproximados, mas na GNR em algumas funções são muito superior, mas até meados da década de 1990, a maioria dos militares dos Postos da GNR faziam na maior parte das semanasas mais de 100 horas de serviço efetivo, por serem militares.

Canalha com medo 25.01.2014

Afinal quebrar as regras compensa. Os canalhas ficaram com medo. Os policias têm armas mas qualquer um poderá encontra-las. É uma questão de dinheiro!

Anónimo 24.01.2014

...já vou pedir posse de arma para me defender das injustiças e chantagens sociais...

Anónimo 24.01.2014

Os sindicatos estão satisfeitos, muito bem. A maior vergonha que se passa na PSP é não diferenciar os AGENTES QUE FAZEM PATRULHA NA RUA, com os demais colegas das secretarias, se não vejamos dois ou três exemplos: porque é que um Agente que anda na rua recebe 25€ de sub. fardamento e um Agente que só faz secretaria recebe os mesmo 25€? Porque é que um Agente que anda na patrulha se reforma ao mesmo tempo que um Agente que só faz secretaria? O desgaste não é o mesmo!!!! Porque é que um Agente para receber o sup. turno total tem que fazer o quadruplo das noites que um Agente que faz uma ou duas noites motorista do sr oficial de dia?????? PORQUE É QUE OS SINDICATOS NÃO DEBATEM ISTO? NÃO CONVÉM, POIS HÁ MUITA FORÇA NEGATIVA PARA SE DEBATER ESTAS SITUAÇÕES. PORQUE É QUE NÃO É ATRIBUIDO UM SUBSIDIO DE RISCO AOS AGENTES QUE FAZEM SERVIÇO PATRULHA?? SOMOS NA PSP CERCA DE 22 MIL ELEMENTOS, NA RUA ANDA CERCA DE METADE!!!!! SINTO-ME FRUSTADO POR SER TRATADO COMO UM COLEGA QUE SÓ FAZ SECRETARIA, PARA NÃO FALAR NA VERGONHA DAS AVALIAÇÕES!!!!

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