Impostos Polónia deverá adiar taxa sobre o retalho

Polónia deverá adiar taxa sobre o retalho

1 de Janeiro é a data de referência para entrar em vigor a nova taxa sobre o retalho na Polónia, depois de Bruxelas ter chumbado o anterior modelo. Mas esta meta poderá não ser alcançada, revela o Governo polaco.
Polónia deverá adiar taxa sobre o retalho
Reuters
Sara Antunes 05 de Outubro de 2016 às 09:50

A Polónia poderá não aplicar o novo imposto sobre os retalhistas já a partir de 1 de Janeiro, tal como tinha sido indicado pelo Executivo, de acordo com a agência de informação polaca PAP, que cita o vice-ministro das Finanças, Wieslaw Janczyk. O país continua a trabalhar numa alternativa, depois de ter visto "chumbado" o  modelo fiscal que estava a implementar neste sector.

 

A Polónia decidiu suspender o imposto sobre as retalhistas que determinava que as empresas que tivessem receitas mensais abaixo dos 17 milhões de zlotys (cerca de 3,9 milhões de euros) beneficiariam de uma taxa de 0%. As empresas que facturassem entre 17 e 170 milhões pagariam uma taxa mensal de 0,8% e as retalhistas que registassem receitas mensais superiores aos 170 milhões teriam de pagar um imposto de 1,4%.

 

A suspensão surgiu depois de Bruxelas ter decidido abrir uma investigação aprofundada ao modelo de impostos aplicados ao sector do retalho e que estava em vigor desde 1 de Setembro. Em causa está a suspeita de que o modelo beneficia umas empresas em detrimento de outras e isso poderá ser considerado ajuda do Estado. 

 

O ministro das Finanças, Pawel Szalamacha, considerou, na altura, a decisão de Bruxelas "controversa" e "imprudente", mas decidiu suspender o imposto que estava a ser aplicado, ainda que tivesse deixado claro que será implementado um imposto a partir de 1 de Janeiro, não tendo contudo adiantado mais informação sobre este assunto.

 

Nos últimos tempos, este sistema fiscal, que entrou em vigor a 1 de Setembro, já gerou várias notícias. Entre elas a informação de que a Polónia poderá avançar com uma taxa única a ser aplicada a todas as retalhistas e que rondará os 0,8% das receitas. A outra alternativa, que tem sido dada como mais viável nos últimos tempos, aponta para que a Polónia opte por aplicar a taxa definida em função da dimensão das lojas e não das receitas das empresas, o que era a ideia original.

 

A maior retalhista a operar na Polónia é a Biedronka, detida pela Jerónimo Martins. Nos primeiros seis meses do ano esta retalhista gerou receitas de 4,68 mil milhões de euros, o que dá, em média mais de 750 milhões mensais. 




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Anónimo Há 4 semanas

Tem tudo a ver com a geringonça. Com esta grande timoneiro da geringonça é sempre em contra mão.

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