Comércio Polónia suspende imposto sobre o retalho até ao final de 2017

Polónia suspende imposto sobre o retalho até ao final de 2017

O Governo polaco decidiu alargar a suspensão do imposto sobre o retalho até ao final do próximo ano, para dar tempo a Bruxelas de prosseguir a investigação e ao Executivo de trabalhar numa nova versão da taxa.
Polónia suspende imposto sobre o retalho até ao final de 2017
Reuters
Rita Faria 19 de Outubro de 2016 às 12:18

O Governo polaco aprovou a suspensão do imposto sobre o retalho até ao final de 2017 numa reunião entre os membros do Executivo que decorreu na terça-feira, 18 de Outubro.

 

O imposto entrou em vigor a 1 de Setembro mas foi rapidamente suspenso depois de Bruxelas ter decidido abrir uma investigação aprofundada devido a suspeitas de que o modelo beneficia umas empresas em detrimento de outras, o que poderá ser considerado ajuda do Estado. 

 

Na altura, o ministro das Finanças do país, Pawel Szalamacha, considerou decisão de Bruxelas "controversa" e "imprudente" e garantiu que o Governo voltaria a implementar um imposto sobre o sector a 1 de Janeiro.

 

Agora, a suspensão é alargada até ao final do ano, para dar tempo à Comissão Europeia de prosseguir com a sua investigação, e ao Governo de trabalhar numa nova versão do imposto, segundo o comunicado divulgado no final da reunião do Governo, citado pela agência noticiosa da Polónia.

 

O imposto, que acabou por ter pouco tempo de vida, determinava que as empresas que facturassem entre 17 e 170 milhões pagariam uma taxa mensal de 0,8% e as retalhistas que registassem receitas mensais superiores a 170 milhões teriam de pagar um imposto de 1,4%.

  

A maior retalhista a operar na Polónia é a Biedronka, detida pela Jerónimo Martins. Nos primeiros seis meses do ano esta retalhista gerou receitas de 4,68 mil milhões de euros, o que dá, em média, mais de 750 milhões mensais.

 

Numa nota de análise publicada esta quarta-feira, o Haitong considera que a notícia é "neutral" para a Jerónimo Martins.

 

"Pensamos que, depois da recente suspensão do imposto devido às investigações da Comissão Europeia, os investidores já não o consideram como uma ameaça para a Biedronka", acrescenta o banco de investimento.




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