Economia Secretário de Estado da Cultura: "Por favor deixem-me gerir os meus recursos humanos"

Secretário de Estado da Cultura: "Por favor deixem-me gerir os meus recursos humanos"

Secretário de Estado da Cultura reagiu às acusações de contratação de um alegado "boy" do PSD para assessor de comunicação, ao preço de um técnico adjunto.
Secretário de Estado da Cultura: "Por favor deixem-me gerir os meus recursos humanos"
Negócios 21 de novembro de 2013 às 10:49

O secretário de Estado da Cultura defendeu-se ontem das acusações de favorecimento na polémica contratação do seu novo assessor de comunicação garantindo que não houve qualquer influência do PSD na escolha do nome. Sobre o salário do jovem de 24 anos Jorge Barreto Xavier lembra que há tabelas remuneratórias estabelecidas por lei, e considera que 1.900 euros líquidos não é muito dinheiro para as funções em causa.

 

As explicações foram prestadas durante um encontro com jornalistas que teve lugar ontem, quarta-feira, para discutir informalmente o orçamento para a área da cultura no próximo ano. Segundo relata a edição desta quinta-feira do jornal "i" Jorge Barreto Xavier acabou por abordar também a questão da nomeação de João Póvoas, de 24 anos, para seu assessor de comunicação. O jovem tinha tido uma passagem curta pelo PSD, onde foi consultor, e transitou para a secretaria de Estado da Cultura com um ordenado bruto de 3.069 euros, uma remuneração ao nível de um adjunto.

 

A situação causou indignação, nomeadamente na blogosfera, mas Jorge Barreto Xavier

O Governo tem de ser escrutinado mas, por favor deixem-me gerir os meus recursos humanos.
 

Jorge Barreto Xavier

considera que “por vezes envereda-se por lógicas alarmistas e assumem-se coisas de forma demagógica”.

 

O salário de 3.069 euros brutos, “com os cortes, estamos a falar de 1.900 euros líquidos e de gente que trabalha sete dias por semana sem receber horas extra”, diz o secretário de Estado da Cultura, que acrescenta ainda que existem “tabelas remuneratórias estabelecidas por lei”.

 

O responsável político nega que a passagem prévia do jovem pelo PSD tenha tido alguma influência na sua escolha: “O Governo tem de ser escrutinado mas, por favor deixem-me gerir os meus recursos humanos”, apelou.

 

No próximo ano a Cultura dispõe de 174 milhões de euros, menos 15 milhões do que este ano. Jorge Barreto Xavier diz que 70% deste corte será conseguido através da redução de despesas com pessoal.




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