Cultura Porto Editora acolhe recomendação do Governo e retira do mercado livros polémicos

Porto Editora acolhe recomendação do Governo e retira do mercado livros polémicos

A comercialização dos cadernos de exercícios para crianças entre os quatro e os seis anos de idade – que causaram polémica nos últimos dias – foi suspensa pela Porto Editora, adianta o Observador. Esta decisão surge depois de a editora ter recebido uma recomendação do Governo para a retirada os livros do mercado.
Porto Editora acolhe recomendação do Governo e retira do mercado livros polémicos
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Negócios 23 de agosto de 2017 às 18:47

A Porto Editora revelou que já retirou do mercado os livros de actividades dirigidos a crianças com idade compreendida entre os quatro e os seis anos, segundo notícia avançada na tarde desta quarta-feira, 23 de Agosto, pelo Observador.

 

Este jornal online cita um comunicado em que a Porto Editora refere que "vai transmitir às livrarias e demais pontos de venda essa indicação".

"A Porto Editora acolhe a proposta da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) para trabalhar em conjunto com as autoras dos blocos de actividades que originaram a polémica, no sentido de rever os exercícios que possam ser considerados discriminatórios ou desadequados. Para tal, a Porto Editora vai sugerir o agendamento de uma reunião de trabalho com a brevidade possível", pode ler-se no comunicado citado pelo Observador.

 

Já esta tarde foi noticiada a recomendação feita pelo Governo no sentido de a editora suspender a comercialização daqueles cadernos de actividades que reforçam "estereótipos de género que estão na base de desigualdades profundas dos papéis sociais das mulheres e dos homens".


Após "orientação" do ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, o Executivo socialista recomendou à Porto Editora para, "tendo em conta o seu relevante papel educativo", retirar os livros causadores da polémica das livrarias e demais pontos de venda.

 

Ainda de acordo com a notícia avançada pelo Observador, a Porto Editora reitera que "as edições em causa não foram trabalhadas sob qualquer perspectiva discriminatória ou preconceituosa, a qual é absolutamente contrária aos valores que norteiam a sua actividade editorial desde sempre".




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Anónimo 24.08.2017

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Anónimo 24.08.2017

Vivemos numa sociedade profundamente doente. Estamos entregues à bicharada, qualquer dia quem não foi gay é um ser estranho. Espero que não seja no meu tempo de vida. A humanidade, como tudo na vida, tambêm acabará um dia por falta de força vital.

Dono dos Burros 23.08.2017

Ganharam as bichas.

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