Emprego Portugal afasta-se da cauda da Europa no desemprego

Portugal afasta-se da cauda da Europa no desemprego

Taxa de desemprego em Portugal já é inferior à da Letónia e situa-se quase um ponto percentual abaixo da média da Zona Euro.
Portugal afasta-se da cauda da Europa no desemprego
Bloomberg
Nuno Carregueiro 31 de janeiro de 2018 às 10:29

Portugal foi o segundo país da Zona Euro (terceiro da União Europeia) onde a taxa de desemprego mais baixou em Dezembro de 2017, em comparação com o mesmo mês de 2016.


Uma queda que permite ao país afastar-se cada vez mais da média europeia e baixar posições no "ranking" dos países que apresentam as taxas mais elevadas.

 

De acordo com os dados publicados esta quarta-feira, 31 de Janeiro, pelo Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal recuou de 10,2% em Dezembro de 2016 para 7,8% no mês passado (um mínimo desde Maio de 2004). Uma queda de 2,4 pontos percentuais que na União Europeia só é superada pela Grécia (2,6 pontos percentuais) e pela Croácia (2,5 pontos percentuais).

Com a taxa de desemprego na Zona Euro a manter-se em 8,7% (um mínimo desde Janeiro de 2009), em Portugal já se situa 0,9 pontos percentuais abaixo da média. Uma diferença que contrasta com o que acontecia há alguns meses, quando Portugal tinham uma taxa de desemprego bem acima do registo médio da Zona Euro.

A descida acentuada na taxa de desemprego em Portugal permite ao país continuar a baixar posições no "ranking" dos países com taxas mais elevadas. Depois de, durante muito tempo, ter ocupado a terceira posição (em 2013 a taxa de desemprego em Portugal superou os 17%), agora Portugal é o nono país da UE com o registo mais elevado.

Em Novembro passou a ter uma taxa inferior à da Finlândia. Em Dezembro baixou mais uma posição, passando a apresentar uma taxa de desemprego inferior à da Letónia (8,1%). Para descer mais posições, a taxa de desemprego terá que continuar a baixar de forma significativa em Portugal. Apenas a Eslováquia (7,4%) e Lituânia (7,1%) surgem no mesmo dígito que Portugal.  




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mais votado Anónimo 31.01.2018

Dizer-se que Portugal é pobre é manifestamente exagerado. Portugal padece de muito má alocação dos factores produtivos por força das leis e das mentalidades anacrónicas que o têm regido. A flexibilização do mercado e das regras laborais permitiu que se criasse emprego com real procura de mercado e portanto capaz de criar algum valor. Sem ela, Portugal continuaria numa espiral recessiva de empobrecimento e dependência de ajuda externa mesmo em época de vacas gordas no mundo inteiro. O futuro, contudo, não deixa de ser preocupante porque Portugal tem muita gente que estúpida ou oportunisticamente não sabe, ou finge não saber, disto.

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Anónimo 31.01.2018

Pleno emprego na Coreia do NORTE e na Venezuela??

Quem é este analfabeto??

No Governo Passos quando o desemprego era de 18% falava-se muito de empobrecimento e cortes de salários para dar competitividade.

Os infernos Síria e o Iraque (Países de Direita) estão cheios de baixos salários...

Anónimo 31.01.2018

Só mesmo nisso que, por si mesmo, nada diz sobre o estado de uma moderna economia. De pleno emprego estão os infernos Norte Coreanos e Venezuelanos cheios.

Anónimo 31.01.2018

Economias como a alemã e afins desenvolvem e produzem tudo aquilo que é necessário para que esta revolução onde o factor trabalho será substituído a elevada taxa por factor capital se dê em todo o mundo. É natural que viva em pleno emprego nesta transição. Muitos ganhos sob a forma de lucros, rendas, mais-valias, dividendos, propriedade intelectual e juros terá depois. Portugal está com pleno emprego porque faz camas e serve almoços àqueles. Isto não vai acabar bem para Portugal. Tal como não acabou nas outras três revoluções industriais.

Anónimo 31.01.2018

O trabalho por si só, em particular o assalariado, já não é uma boa medida para aferir a saúde de uma economia nem a sua evolução à escala temporal, mas antes o trabalho e o capital sejam medidas mais correctas, porque para além dos salários pagos a quem oferece factor trabalho com procura no mercado de trabalho, os agentes económicos, especialmente quanto mais desenvolvida for a economia onde residem, obtêm cada vez mais rendimentos e criam cada vez mais valor através dos lucros, rendas, mais-valias, dividendos, propriedade intelectual e juros (que podem ser negativos), que constituem cada um deles o objecto do seu respectivo mercado.

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