Ambiente Portugal afirma o "elevado" objectivo de se tornar neutro em carbono

Portugal afirma o "elevado" objectivo de se tornar neutro em carbono

O ministro do Ambiente caracterizou hoje como "elevado" o objectivo de Portugal de conseguir ser um país neutro em termos de carbono no final da primeira metade deste século, na comemoração do 10.º aniversário da ICAP (Internacional Carbon Action Partnership).
Portugal afirma o "elevado" objectivo de se tornar neutro em carbono
Bruno Simão/Negócios
Lusa 01 de setembro de 2017 às 11:38

No discurso de abertura da cerimónia, perante representantes de vários países da organização, João Pedro Matos Fernandes sublinhou o objectivo do país, referindo que, como nação, se pretende ser neutro em termos de carbono na primeira metade deste século XXI.

 

Para esta "muito exigente tarefa", é necessária a "vontade de toda a sociedade" e as parcerias estabelecidas com a União Europeia e os seus membros, mas "também com outras jurisdições", acrescentou.

 

O ministro recordou que a ICAP foi criada há 10 anos durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia e que se tornou no que os seus fundadores desejavam: "um fórum real e de acção orientada" para o mercado de carbono.

 

"Os fundadores do ICAP estavam bem cientes dos controlos importantes das emissões que requeriam soluções como os mercados de carbono", assim como da complexidade e da dificuldade de colocar em prática e que o ponto fundamental era a "troca de experiência" entre as partes.

 

Em uma década, a ICAP passou de 15 governos para 31 participantes e quatro observadores, notou ainda.

 

Nesta sessão, intervieram representantes governamentais da Alemanha, Japão, México, Ucrânia, Califórnia (Estados Unidos), Nova Iorque (Estados Unidos).

 

Ao longo do dia decorrem discussões, por exemplo, sobre a cooperação internacional do mercado de carbono, a negociação de emissões e as estratégias climáticas a longo prazo.

 

O mercado de carbono é um instrumento com perspectiva comercial e ecológica, desenvolvido como uma forma de incentivo para o cumprimento das regras de redução de emissão dos chamados gases de efeito estufa, estabelecidas pelo Protocolo de Quioto.




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