Finanças Públicas Portugal com segundo maior aumento da dívida na Zona Euro

Portugal com segundo maior aumento da dívida na Zona Euro

Só na Lituânia a dívida pública aumento mais do que em Portugal no segundo trimestre. No défice também se registou uma deterioração.
Portugal com segundo maior aumento da dívida na Zona Euro
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro 24 de outubro de 2017 às 10:46

Portugal registou uma evolução negativa em dois dos mais relevantes indicadores das contas públicas no segundo trimestre. Enquanto o défice orçamental aumentou 0,8 pontos percentuais, para 1,6% do PIB, o rácio que mede a relação entre a dívida e o PIB subiu 1,7 pontos percentuais para 132,1%.

 

De acordo com os dados do Eurostat, revelados esta terça-feira, 24 de Outubro, no caso do défice Portugal registou o terceiro maior aumento entre os países da Zona Euro. Já na dívida a subida é a segunda mais elevada entre os países do Euro.

 


Estas comparações são entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, o que no caso do défice orçamental tem pouco relevo, devido à forte volatilidade das receitas e despesas do estado ao longo do ano.

 

No primeiro trimestre o défice orçamental foi de 0,8%, estando ainda condicionado aos efeitos da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, que o gabinete de estatística ainda não decidiu se irá ser contabilizado no défice.

 

Comparando o défice do segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2016, a evolução foi positiva, com uma melhoria de 0,8 pontos percentuais.

 

No acumulado dos primeiros seis meses do ano, que no caso da evolução orçamental é o que interessa, o défice orçamental nos primeiros seis meses do ano ficou em 1,9%, segundo anunciou o INE em Setembro.

 

No caso da Zona Euro como um todo, o défice orçamental situou-se em 1,2% do PIB, pioro do que resultado dos primeiros três meses do ano (défice de 1%), mas melhor que no mesmo período do ano passado (défice de 1,5%). Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre, apenas a Alemanha (-1 ponto percentual para excedente de 0,2%) e a Áustria (1,2 pontos percentuais para défice de 1,2%) registaram uma deterioração mais forte do que Portugal.

 

Dívida em Portugal é a terceira mais elevada

 

Se no caso do défice orçamental pouco importa o resultado de um trimestre isolado, na dívida a evolução que interessa é mesmo a variação entre trimestres, para perceber a dinâmica do endividamento público.

 

No segundo trimestre a dívida pública em Portugal situou-se em 249 mil milhões de euros, o que representa 132,1% do PIB. Este valor representa um agravamento de 1,7 pontos percentuais face ao primeiro trimestre (130,4%), sendo que na Zona Euro só a Lituânia fez pior (aumentou o endividamento em 2,6 pontos percentuais para 41,7% do PIB).

 

Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, Portugal também regista um agravamento do endividamento, que embora de menor dimensão (0,8 pontos percentuais), permanece como um dos mais elevados da Zona Euro.

Apesar da evolução negativa da dívida na primeira metade do ano, o Governo português mantém a previsão de descida no conjunto do ano, sobretudo devido aos reembolsos aos credores agendados para o final do ano. No Orçamento do Estado para 2018 o Governo estima uma descida para 123,5% do PIB, abaixo dos 127,7% estimados para este ano e dos 130,1% de 2016.
 

Portugal continua com a terceira maior dívida entre os países da Zona Euro, pois em Itália o endividamento também aumentou, situando-se no segundo trimestre em 134,7% do PIB. A Grécia permanece com o estatuto de país com maior dívida (175% do PIB), sendo que depois de Portugal surge Chipre, com 107,6%.

 

Olhando para o conjunto dos países do Euro, a dívida pública baixou para 89,1% no segundo trimestre, menos uma décima do que nos três meses anteriores.





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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Convém não esquecer que o resgate externo ao excedentarismo e sobrepagamento na banca e no sector público (contribuinte)-dependente em sentido estrito, foi facultado sob condição de se fazerem urgentes e necessárias reformas em termos de mercado de bens e serviços e de factores, incluindo o laboral, de modo a que uma correcta e adequada política de gestão de recursos humanos nas organizações portuguesas passasse a ser a norma e não a excepção.

comentários mais recentes
E então? Há 3 semanas

O tuga quer lá saber disso! Agora consegue outra vez dinheiro fácil para casa, carros, ... quando a torneira fechar logo se há-de derrenrascar... Força Costa, aumenta a dívida que a malta gosta!!!

Anónimo Há 3 semanas

Enquanto a torneira não secar, continuamos a gastar sem regras, quando secar, comparando Venezuela e Portugal, Venezuela está melhor.

Nonagésimo Há 3 semanas

A DIvida nao é viavel, qualquer cedo ve isso. Basta o sr dragui apertar o cinto e deixar de comprar divida sobrerana que Portugal já era. Vivemos uma ilusao com o defice, o que baixou foi apenas o que gastamos com os juros da divida, na verdade hoje gastamos mais com os Estado do que em 2010.
O Passos por muito mau que fosse conseguiu implementar medidas na despesa, como na reducao de salarios, pensoes e outros beneficios sociais. Se as coisas estavam a funcionar porque raio o Costa foi atras desta corja comuna e gay e abriu os cordoes a bolsa outra vez? Esta corja apenas querem os votos dos velhinhos e FP para sobreviverem, nao querem saber do dia de amanana porque quem se f****serao os nossos filhos e netos que serao escravidos de uma divida odiosa que muitos emriqueceu e o povo lixou.
O Costa tinha esta gente na mao, bastava fazer lhes o mangito e ir para eleicoes, tinha garantido a maioria e fficava com o poder nas maos para empreender uma reforma a serio no nosso pais.

Mr.Tuga Há 3 semanas

"peanurs"....

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