Zona Euro Portugal contribui para queda do PIB da Zona Euro superior ao inicialmente estimado

Portugal contribui para queda do PIB da Zona Euro superior ao inicialmente estimado

Economia da Zona Euro recuou 1,1% no primeiro trimestre de 2013, ligeiramente superior ao deslize de 1% antecipado em Maio. O desempenho da economia portuguesa foi dos poucos a ser revisto em baixa e foi o terceiro pior da UE.
Portugal contribui para queda do PIB da Zona Euro superior ao inicialmente estimado
Diogo Cavaleiro 05 de junho de 2013 às 10:20

Portugal continua a penalizar a Zona Euro. O País, cuja contracção económica no primeiro trimestre foi revista em baixa, é, por isso, um dos responsáveis para que a queda do PIB da Zona Euro nesse período tenha sido ligeiramente mais intensa do que a inicialmente prevista.

 

O produto interno bruto da Zona Euro recuou 1,1% nos primeiros três meses do ano quando comparados com os mesmos meses de 2012, revelou esta quarta-feira, 5 de Junho, o gabinete de estatísticas europeu na sua segunda estimativa

 

A quebra da economia da união monetária é mais expressiva do que aquela que tinha sido antecipada na primeira estimativa do Eurostat, a 15 de Maio, onde era considerada uma queda de 1% do PIB. Já na União Europeia, a quebra homóloga de 0,7% é idêntica à antecipada inicialmente.

 

Na comparação entre as duas estimativas, Portugal destaca-se. Dos países da Zona Euro para os quais já existiam dados, só Portugal e a Eslováquia apresentam diferenças. A economia nacional, em vez de contrair os 3,9% que se previam em Maio, caiu 4%. Já o PIB eslovaco expandiu-se a um ritmo de 0,8% e não de 0,9%, como se estimava anteriormente.

 

Além destes, Dinamarca, Luxemburgo, entre outros, só apresentam estimativas para o desempenho do PIB nesta segunda estimativa, pelo que não é possível uma comparação.

 

As estimativas iniciais para o desempenho homólogo são mantidas em todos os outros países da Zona Euro. A economia grega continua a ser a que mais contraiu no primeiro trimestre, 5,3%, seguida do Chipre, cujo PIB cede 4,1%. Portugal aparece logo de seguida com os 4%.

 

No sentido inverso, Estónia apresenta a subida mais expressiva do PIB neste período, na ordem dos 1,2%. A maior economia da região, a Alemanha, verifica uma quebra de 0,3% do PIB, ligeiramente menos intensa do que o recuo de 0,4% da economia francesa. Espanha e Itália registaram declínios mais violentos, de 2% e 2,3%, respectivamente.

 

Na análise em cadeia, os dados da Zona Euro e da União Europeia não são revistos nem em alta nem em baixa na segunda estimativa de Junho, mantendo-se com contracções de 0,2% e 0,1%.

 

Ainda assim, a economia portuguesa, mais uma vez, apresenta um desempenho do PIB inferior ao estimado em Junho, de 0,4% e não de 0,3%. A maioria dos países continua a verificar a mesma estimativa do que a antecipada em Maio. A Eslováquia, em vez de crescer 0,3%, avançou apenas 0,2%.

 

(Notícia actualizada pela primeira vez às 10h31; actualizada pela segunda vez às 10h42)

 

 

 

 

 

 

 




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 05.06.2013

Não me digam que esperavam mais de uma economia destruída passo a passo, quer dizer "Passos a Passos" e que está a levar o PAís para a maior catástrofe de sempre!

suisso 05.06.2013

Em tudo o que o portuga mexe acaba em miséria. Esta raça só funciona com uma ditadura, porque o zé povinho não sabe para que é serve a democracia, nem sequer estão habilitados a usá-la

Bela 05.06.2013

Então Gasparzinho ainda não acertaste as contas<'

Viajante 05.06.2013

Como se pode ver aqui estão os frutos de uma governação de putos incompetentes juntamente com 3 instituições internacionais que ainda não aprenderam que este caminho não resulta, pelo menos não desta maneira tão abrupta!Correcções tinham que ser feitas mas não abruptamente como querem que sejam feitas e depois claro que os resultados são os piores possíveis!

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub