Angola Portugal destrona China e volta a ser quem mais vende a Angola

Portugal destrona China e volta a ser quem mais vende a Angola

Em 2016, Portugal recuperou o lugar de maior exportador para Angola que nos últimos três anos tinha sido ocupado pela China. O petróleo continua a ser dominante em Angola, valendo 93% das vendas do país para o exterior.
Portugal destrona China e volta a ser quem mais vende a Angola
Celso Filipe 23 de junho de 2017 às 11:50

Portugal voltou a ser o país que mais exporta para Angola, destronando a China, que ocupava o primeiro lugar do país há três anos.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) angolano, as exportações portuguesas para aquele país atingiram, em 2016, 1.630 milhões de euros, o que corresponde a uma quota de mercado de 14,89%.

As vendas chinesas para Angola registaram, no ano passado, uma queda de 36%, tendo-se situado em 1.373 milhões de euros. A China passou assim a ocupar o segundo lugar do ranking, com uma quota de 12,54%.

Neste campeonato estatístico o terceiro lugar pertence aos Estados Unidos da América. Em 2016, as exportações norte-americanas para Angola situaram-se nos 1.169 milhões de euros, o que se traduz numa quota de mercado de 10,75%.  

Quanto à actividade exportadora, a venda de petróleo continua a fazer da China o principal comprador de Angola. As vendas para o mercado chinês cresceram 28% em 2016, por comparação com 2015, tendo-se cifrado em 11,8 mil milhões de euros.

Já Portugal, segundo os dados do INE divulgados pelo Jornal de Angola, é apenas o nono cliente de produtos angolanos com compras no valor de 830 milhões de euros, valor que representa 3,2% do total das exportações angolanas.

O petróleo continua a ter um peso esmagador nas exportações daquele país africano. De acordo com o INE, esta matéria-prima representa 93% do total das vendas de Angola para o exterior, que no passado ascenderam a 25,9 mil milhões de euros. No passado as exportações angolanas cresceram 17,86%. Por sua vez, as importações totais registaram uma queda de 22,37%, tendo-se situado em 10,9 mil milhões de euros.




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Conselheiro de Trump Há 4 semanas

A noticia ate poderia ser boa,os chineses e que nao estao para trabalhar para aquecer.

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