Finanças Públicas Portugal entre os poucos países onde a dívida continuou a aumentar

Portugal entre os poucos países onde a dívida continuou a aumentar

Portugal pertence a uma minoria de países da moeda única cuja dívida pública aumentou no último ano, mostram os dados do Eurostat.
Portugal entre os poucos países onde a dívida continuou a aumentar
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Aguiar 20 de julho de 2017 às 11:01

Entre os primeiros três meses de 2016 e o primeiro trimestre deste ano, a dívida pública portuguesa aumentou de 128,9% para 130,5% do PIB. A subida não é grande – 1,6 pontos percentuais – mas coloca Portugal entre os poucos países onde se observa um agravamento do endividamento público.

 

Apenas oito dos 28 estados membros da União Europeia estão nessa situação e, desses, apenas cinco pertencem à Zona Euro: Letónia, Polónia, Eslováquia, Portugal, França, Luxemburgo, Croácia e Reino Unido. Desta lista, Portugal é de longe aquele que tem a dívida pública mais elevada, superando os 130% do PIB.

Quando considerada na sua totalidade, a Zona Euro viu a sua dívida pública recuar 1,6 pontos percentuais face ao arranque do ano passado. "Comparada com o primeiro trimestre de 2016, o rácio de dívida pública em percentagem do PIB caiu tanto na Zona Euro (de 91,2% para 89,5%) como na União Europeia a 28 (de 84,3% para 84,1%)", pode ler-se na nota do Eurostat, publicada esta manhã, 20 de Julho.

Variação homóloga da dívida pública nos países da União Europeia
Variação homóloga da dívida pública nos países da União Europeia



Entre os 28 países da UE, oito agravaram o seu endividamento e 19 aliviaram-no. Os maiores aumentos ocorreram na Letónia (2,7 pontos percentuais) e na Polónia (2,2 pontos). As descidas mais significativas vieram da Holanda (-4,7 pontos), Alemanha (-4 pontos) e Áustria (-3,8 pontos).


Numa comparação com o último trimestre de 2016, a dívida portuguesa também aumenta (0,2 pontos), mas esse desenvolvimento segue a tendência do resto da Zona Euro, avançando até menos do média comunitária nesse período (0,3 pontos). 

Rácio de dívida pública dos países da União Europeia
Rácio de dívida pública dos países da União Europeia



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Conversa de espelho... Há 2 dias

Focus focus meu....
Diz-me .... se há algum ministro das finanças mais ignóbil que eu?
Não Sem Tino, és o maior!
E não te esqueças, carrega no acelerador que a parede está mais à frente.
E os tugas comem e calam.
Sou mesmo bom!!

Anónimo Há 3 dias

O excedentário é pago com impostos e dívida pública com origem em credores externos. O sobrepagamento efectuado ao excedentário ainda lhe dá para aforrar e adquirir títulos de dívida junto do Estado. Depois o Estado cobra mais impostos e emite mais dívida junto de credores externos e títulos de tesouro para os excedentários, cada vez em maior número face às necessidades e cada vez mais sobrepagos por via de progressões e outros bónus, comprarem. De seguida vem eleição e o excedentário vota em quem promove o excedentarismo e endivida e taxa o resto da população para sustentar esta forma de pilhagem e extorsão continuada. De seguida entram os bancos cá do burgo. Concedem créditos de todos os tipos, formas e feitios aos excedentários e exigem ao governo mais excedentários para terem mais clientes a quem conceder mais crédito. Os juros sobem. Nova ronda de aumentos a pedido dos sindicatos dos excedentários e a pedido dos bancos. Bancarrota. Troika. Governo impopular por um mandato. Repete.

Abre olhos Há 3 dias

Toda a gente sabe que o maior problema do país é a dívida e respetivos juros mas não param de cavar o buraco. Depois queixem-se que vai vir a austeridade.

Diassilva Há 3 dias

Com as cativações conhecidas que foram efetuadas efetuadas como é que é possível este aumento? Isto vai voltar a acabar mal, muito mal. Havia alguma necessidade de voltar ás 35 horas na função pública? No privado trabalha-se 40 ou mais horas. Estes boys vão dar cabo disto tudo.

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