Mundo Portugal espera que EUA mantenham "moderação, equilíbrio e influência na cena internacional"  

Portugal espera que EUA mantenham "moderação, equilíbrio e influência na cena internacional"  

Portugal espera que EUA mantenham "moderação, equilíbrio e influência na cena internacional"  
Portugal espera que EUA mantenham "moderação, equilíbrio e influência na cena internacional"  
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 09 de Novembro de 2016 às 08:59

O ministro dos Negócios Estrangeiros português saudou hoje a eleição do novo Presidente norte-americano, Donald Trump, e disse esperar que os Estados Unidos mantenham a sua posição de "moderação, equilíbrio e influência na cena internacional".

 

"O Governo português saúda a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos. Felicita-o por esse feito e cumprimenta a candidata [democrata] Hillary Clinton", disse à Lusa o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva.

 

Portugal, referiu, espera que os Estados Unidos "mantenham a sua posição de moderação, equilíbrio e influência na cena internacional, designadamente no quadro multilateral, com particular atenção às Nações Unidas e à Aliança Atlântica".

 

A nível bilateral, os dois países "estão unidos por uma relação histórica, por muitos interesses comuns, pela presença de uma importante comunidade portuguesa nos Estados Unidos e um programa de cooperação muito diversificado, que vai da segurança e defesa, à economia, à energia e à ciência", sublinhou o governante.

 

O executivo português trabalhará com a nova administração "com o mesmo empenhamento" com que trabalhou com administrações anteriores, garantiu.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros apontou uma prioridade no relacionamento bilateral: "reforçar o quadro de cooperação entre os dois países".

 

Uma cooperação que, enunciou, tem várias dimensões, desde logo a de segurança e defesa, "em particular no que diz respeito ao pleno aproveitamento das capacidades nas Lajes".

 

Outras áreas do relacionamento bilateral são as consultas políticas, nomeadamente quanto à relação entre o Atlântico Norte e o Atlântico Sul e "a cooperação científica e tecnológica, uma área muito promissora e muito desenvolvida nos anos mais recentes", exemplificou Santos Silva.

 

Há, também, "muito trabalho a fazer do ponto de vista do estímulo das relações económicas, comerciais e de investimento" entre os dois países, acrescentou.

 

Sobre o que espera da política externa da futura administração norte-americana, Santos Silva afirmou que Portugal aguarda "com expectativa" a definição das prioridades, mas confia que estas "se situem em continuidade com as linhas fundamentais da maneira de ser e de agir dos Estados Unidos no mundo".

 

O Governo português acredita que as prioridades do futuro Presidente dos Estados Unidos "dêem continuidade ao empenhamento dos Estados Unidos no sistema das Nações Unidas, na agenda 2030 [da ONU] sobre os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável, na agenda das alterações climáticas, em cumprimento do acordo de Paris, no fortalecimento da Aliança Atlântica e no desenvolvimento das relações económicas entre os Estados Unidos e a União Europeia" -- que estão a negociar um acordo de comércio, o chamado TTIP, na sigla inglesa.

 

"Precisamos de uns Estados Unidos activos na cena multilateral e no quadro da regulação, da resolução pacífica dos conflitos, na regulação dos mercados de capitais, na regulação da globalização, no estreitamento das relações com a Europa", sublinhou.

 

Questionado se a comunidade portuguesa nos Estados Unidos tem motivos para ter receios, face ao discurso anti-imigração de Donald Trump durante a campanha, Santos Silva disse acreditar que não.

 

"A comunidade portuguesa e lusodescendente está muito bem enraizada na sociedade norte-americana, que é multicultural", defendeu.

 

De acordo com os primeiros resultados provisórios divulgados hoje, o candidato do Partido Republicano, Donald Trump, venceu as eleições presidenciais norte-americanas, em que teve como adversária Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata.

 

O sucessor de Barack Obama vai tomar posse a 20 de janeiro de 2017, numa cerimónia pública junto ao edifício do Capitólio, em Washington.

 




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comentários mais recentes
Carlos Ramos Há 3 semanas

vai dormir porco

Charles Madeira Há 3 semanas

Estes comentarios sao de quem nao esteve a, acompanhar a campanha Republicana. Trump foi bem claro que ia curtar as gorduras Ameri com muitas coisas no Mundo e tambem com a Nato.Sabemos que um Presidente dos USA, depemde de um Congresso e Senado, que podem permitir os seus desejos de campanha porque sao as duas Camaras de maioria Republicana.Mas o povo Americano embora confie nos congressitas e senadores tambem podem ter a sua palavra.,atraves do Supremo Tribunal de Justica.Mas campanha e campanha depois na cadeira do poleiro nem sempre e como as promessas de campanha porque depois de ler os dossiers entao, vamos esperar.Quem teve atento ao desenrolar da campanha muitas coisas vao mudra dentro e for a do Pais.

fpublico C/mais de 42 anos de TRABALHO/DESCONTOS ! Há 3 semanas

UMA BOA CENA É DOS MILITARES NA BASE DAS LAGES FARTAM-SE DE BRINCAR E VER AVIÕES, UMA GRANDE MA..MA, GANHAM BEM E NÃO FAZEM NÉPIA. VIDA BOA , HA ! E VÃO PRA REFORMA AOS 60 ANOS PQ FICAM SEM TESÃO PARA FAZER ALGUM TRABALHITO

fpublico C/mais de 42 anos de TRABALHO/DESCONTOS ! Há 3 semanas

este sr ministro com curso que enm existia antes do 25 de abril de 1974, ja foi ministro de 3,4 ou 5 pastas. serve para tudo. PODIA INVENTAR UMA LEI QUE OBRIGASSE TODOS A TRABALHAR 48 ANOS. EU NÃO SOU PRETO, NASCI EM PORTUGAL E SOU LIC.POR UNIV. PUBLICA PRE-BOLONHA E PAGUEI PROPRINAS

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